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Policial federal bolsonarista assassina líder do PT em Foz do Iguaçu durante festa de aniversário

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Participantes contam que a vítima, Marcelo Arruda, evitou uma chacina. O policial bolsonarista avisou que ia matar todos que estavam na festa. Confira áudio do relato e vídeo do crime

 

 

Na madrugada deste domingo (10), a violência bolsonarista fez sua primeira vítima. O policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa de aniversário de Marcelo Arruda, líder do PT em Foz do Iguaçu, disparou três tiros e matou o petista. Segundo informações da CNN e do Metrópoles, o policial federal invadiu o recinto com a arma de fogo em punho e aos gritos de “Aqui é Bolsonaro”. No momento do crime, a vítima, Marcelo Arruda, que era guarda municipal, celebrava seu aniversário com o tema pró-Lula e PT.  Essa informação, segundo o Metrópoles, é do Boletim de Ocorrência obtido pela CNN.

 

 

Ainda segundo informações do Metrópoles, “O agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, que invadiu a festa de aniversário e matou Marcelo Arrruda, tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, também morreu na manhã deste domingo (10/7), após ser levado para o Hospital Municipal Padre Germano Lauck, também atingido por tiros disparados pelo petista”

 

 

Confira, em seguida, o vídeo que mostra a cena do crime

 

 

A gravação das câmeras no local de realização da festa mostra Marcelo, que era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), caindo próximo a uma mesa, já ferido. Jorge se aproxima e efetua mais disparos. Ainda no chão, Marcelo revida e também atira.

 

No vídeo, se vê Jorge correndo em direção à saída e caindo ainda dentro do salão. Em seguida, uma pessoa se aproxima dele e começa a chutá-lo na cabeça. Jorge permanece imóvel. Do outro lado do salão, Marcelo se contorce enquanto pessoas se aproximam.

 

 

Nota do PT – Em nota, o PT lamentou o assassinato de Arruda, descreveu o que houve no local e destacou que este tipo de agressão tem sido, diuturnamente, estimulada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). “Desde o começo do ano, quando lançou uma Campanha Nacional contra a Violência Política, o PT vem alertando a sociedade brasileira e as autoridades dos vários Poderes da República para a escalada de perseguição a parlamentares, filiados e filiadas, militantes de movimentos sociais e de outros partidos de esquerda e o crescimento da violência política no País”.

 

Segundo a nota, esse tipo de violência ocorre porque os bolsonaristas, sobretudo os policiais de todas as polícias, estão sendo “embalados por um discurso de ódio e perigosamente armados pela política oficial do atual Presidente da República, que estimula cotidianamente o enfrentamento, o conflito, o ataque a adversários, quaisquer pessoas ensandecidas por esse projeto de morte e destruição vêm se transformando em agressores ou assassinos”.

 

Clique no link, a seguir, e leia a nota do PT na íntegra:

Violência bolsonarista: Líder do PT em Foz do Iguaçu é assassinado

 

Despedida

 

A presidenta nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) foi às redes sociais alertar, mais uma vez, sobre a violência no Brasil contra militantes e qualquer um que se manifeste contra o fascismo bolsonarista e cobra da Justiça rapidez e ação proativa na punição dos fascistas bolsonaristas. “Na despedida do companheiro Marcelo Arruda, assassinado por um bolsonarista, alerto para a violência política e para a urgência de providências da justiça”.

 

 

Nas redes sociais, explodiram manifestações contra a violência bolsonarista, que colocou no foco e no centro das atenções os policiais brasileiros. As polícias são instituições do Estado e não do governo Bolsonaro. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é um dos políticos que também foram para as redes alertar sobre a violência do fascismo bolsonaristas.

 

 

“A intolerância mata, acaba com famílias e faz o ódio vencer. Marcelo Arruda tinha 50 anos, deixou esposa e 4 filhos, entre eles um bebê de 1 mês. Essa intolerância que nos tirou duas vidas, na madrugada deste triste domingo, infelizmente se reforçou no Brasil nos últimos anos”, escreveu o senador.

 

 

Procurada pela mídia, a campanha do fascista Jair Bolsonaro (PL) não se manifestou.

 

Relato: Marcelo Arruda evitou uma chacina

 

Clique no áudio, a seguir, e ouça o relato de um dos participantes da festa encaminhou.

 

 

Arruda comemorava seus 50 anos, com pouco mais de 40 pessoas, em uma festa de aniversário temática  do PT e do Lula na sede da Aresfi (atrás da antiga Cobal) em Foz do Iguaçu. Tudo ia bem até que Guaranho invadiu a festa gritando Bolsonaro, mito e xingamentos, sacou uma afirmando que mataria a todos na festa.

 

A mulher do algoz com um filho no carro gritava e pedia para sair do evento. Depois de uma rápida discussão, Guaranho saiu do evento e prometeu voltar para “uma chacina”. Quem estava na festa não deu muita atenção ao episódio, mas Marcelo Arruda com quase 30 anos de atuação na Guarda Municipal afirmou aos amigos: “vai que esse maluco volta, por via das dúvidas vou pegar minha arma no carro”.

 

Não deu outra, o maluco bolsonarista voltou e executou o guarda municipal com três tiros. Mesmo ferido, Arruda conseguiu balear o agente penitenciário evitando a chacina anunciada pouco antes na festa.

 

Intolerância – O episódio mostra o clima de intolerância política que vem uma escalada crescente no país desde 2018, quando um professor foi morto em Salvador (BA) após ter declarado que votou no PT nas eleições presidenciais.

 

Marcelo Arruda era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, foi candidato a vice-prefeito nas eleições de 2020 e diretor do sindicato municipal de servidores. Deixa a mulher e quatro filhos (uma filha de seis anos e um bebê de um ano).
Ferido, seu algo foi internado em hospital da cidade.

 

“Uma situação de intolerância e falta de respeito. Eu e o Marcelo Arruda sempre pensamos de forma diferente e isso nos fez aprofundar nossa amizade com horas de conversa e debate sobre o entender o pensamento alheio, lamentável esta situação”, reagiu o publicitário Thiago Kodama nas redes sociais.

 

“Quando digo que as pessoas estão doentes e que a falta de respeito e diálogo é uma tragédia, alguns acham que é exagero. As pessoas estão se atacando por causa da política e agora sabemos que elas também jogam bombas e matam. Hoje eu perdi um dos meus melhores amigos”, disse o petista André Alliana.

 

 

 

 




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