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Os 3.163 mortos por Covid-19 das últimas 24h levam o Brasil a ultrapassar 389 mil óbitos em 1 ano

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O balanço de mortos pela Covid-19 e infectados pelo novo coronavírus do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) indica que, entre as 18h de ontem (terça, 27) até as 18h de hoje (quarta, 28), o Brasil registrou 3.163 óbitos por Covid-19, totalizando 398.185 mortos desde o início da pandemia. Na avaliação do conselho, o País chegará às 400 mil mortes ainda nesta quinta-feira (29).

 

A análise do Conass indica que a taxa de letalidade do vírus é de 2,7% e a de mortalidade é de 186,5 a cada 100 mil habitantes. O conselho informa que houve 79.726 novos infectados pelo novo coronavírus nas últimas em 24 horas e que, ao todo, 14,5 milhões de pessoas já se contaminaram no País.

 

São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados com maior número de mortos, com 94,6 mil, 32,9 mil e 24,6 mil, respectivamente. A média móvel de contaminados e de fatalidades por sete dias tem indicado queda no número de vítimas da doença. Ainda assim, os números são altos. No primeiro caso, o acumulado é de 56.928. Já a média de pessoas que perderam a vida no período é de 2.387. A pandemia está na 16ª semana epidemiológica de 2021.

 

Os dados do consórcio de veículos de imprensa apresentam uma pequena variação na contagem. Segundo o levantamento do consórcio, o Brasil registrou 3.019 mortes pela Covid-19, nas últimas 24 horas, e totalizou, nesta quarta-feira (28), 398.343 óbitos desde o início da pandemia.

 

Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.379. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -19%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes da doença. O balanço do consórcio, segundo a mídia, é feito a partir de dados das Secretarias de Estado de Saúde e são consolidados às 20h

 

Vacinas

 

O Brasil segue na corrida por mais vacinas, porém, com o governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) submisso às ordens dos Estados Unidos, não vai muito longe. Enquanto o número de mortos avança, a cada dia, para dados estratosféricos, a compra da vacina Sputinik-V, da Rússia, enfrenta a submissão do governo à ingerência dos EUA no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se ajoelha e impede a entrada da vacina russa para salvar vidas.

 

Fora a politização da vacina e a ingerência dos EUA nas compras do imunizante, a expectativa é a de que o País receba, nesta quinta-feira (29), 1 milhão de doses da Pfizer, que serão distribuídas entre os 26 estados e o Distrito Federal, com prioridade para as capitais. A indicação ocorre porque, para conservar o imunizante, é preciso mantê-lo em baixas temperaturas, entre -25°C e -15°C por 14 dias. A entrega em cada localidade ocorrerá em duas etapas, para a aplicação da primeira e segunda dose.

 

Terceira onda pode começar no Dia das Mães

 

Especialistas ouvidos pelo jornal El País, nesta quarta-feira (28), afirmam que ainda é cedo para comemorar o declínio de mortes. Eles avisam que a chegada da terceira onda não é uma questão de “se”, mas de “quando”, especialmente à medida em que os Estados começam a suavizar as medidas de restrição responsáveis pela redução dos números.

 

Com a proximidade do Dia das Mães, em 9 de maio — uma das maiores datas para o comércio e momento de confraternização e encontros —, existe o temor de que ocorra uma alta dos casos e mortes como a verificada após os feriados do fim de ano em 2020.

 

A flexibilização das medidas de restrição, como ocorre em São Paulo, onde restaurantes, salões de beleza e academias puderam voltar a funcionar desde o fim de semana, é vista como temerária por médicos e pesquisadores.

 

“Abril, que ainda nem acabou, já é o mês mais letal de toda pandemia. E independentemente disso nós estamos reabrindo as atividades novamente”, afirma Rafael Lopes Paixão da Silva, membro do Observatório Covid-19 BR.

 

 

 

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