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México e Rússia advertem contra ingerência nos assuntos internos de Cuba e defendem o fim do embargo dos EUA

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A primeira coisa que se deve fazer é suspender o bloqueio a Cuba, como estão pedindo a maioria dos países do mundo”, enfatizou o presidente do México, Andrés Manuel López Obrado

 

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba e defendeu que o povo cubano buscasse o diálogo e uma solução pacífica para seus problemas internos e pediu que não se politize o tema nem se use o apoio humanitário para interferir nos assuntos internos do país.

 

 

A declaração acontece depois de um ato realizado em Cuba neste domingo (11) em protesto contra a falta de alimentos e remédios enquanto o país passa por uma grave crise econômica agravada pela pandemia de Covid-19 e pelas sanções dos Estados Unidos.

 

 

“Quero expressar minha solidariedade ao povo cubano, acredito que se deve buscar uma saída por meio do diálogo, sem uso da força, sem confronto, sem violência. A primeira coisa que se deve fazer é suspender o bloqueio a Cuba, como estão pedindo a maioria dos países do mundo”, enfatizou Obrado, apontando que a resolução contra o embargo aprovada anualmente pela grande maioria dos países-membros da ONU.

 

 

O governo russo também se manifestou alertando contra qualquer “interferência externa” em Cuba e afirmando estar convencido “de que as autoridades cubanas estão tomando todas as medidas necessárias para restaurar a ordem pública no interesse dos cidadãos do país”.

 

 

“Consideramos inaceitável qualquer ingerência externa nos assuntos internos de um Estado soberano e qualquer ação destrutiva que favoreça a desestabilização da situação na ilha”, afirmou Maria Zajárova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Moscou.

 

 

Os protestos de domingo ocorreram em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19 na ilha e à escassez de alimentos, remédios e eletricidade. Em resposta, o presidente Miguel Díaz-Canel declarou que os Estados Unidos são os responsáveis ​​pelos distúrbios, por manterem o bloqueio econômico à ilha e apoiarem movimentos opositores.

 

 

A situação econômica de Cuba também se agravou com a pandemia, que interrompeu o turismo na ilha e levou a uma queda de 11% do PIB em 2020. A economia já vinha se deteriorando durante o governo Trump, que suspendeu a aproximação iniciada por Barack Obama e reforçou o embargo econômico com mais de 240 novas sanções, que não foram suspensas por Biden.

 

 

 

 

 

 

Do site 247

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