Músico sofreu um infarto na última sexta-feira e não resistiu. Assis Brasil também foi professor de escola no Centro do Rio, que fez homenagem em post nesta segunda-feira (6)

O pianista João Carlos Assis Brasil, considerado um dos maiores nomes do piano no Brasil, morreu, nesta segunda-feira (6), aos 76 anos, após ter sofrido um infarto na sexta-feira (3).

A informação foi publicada pela assessoria do músico em suas redes sociais, e também pela Escola de Música Villa-Lobos, da qual foi professor durante muitos anos.

Ele também deu aulas no Conservatório Brasileiro de Música e no Conservatório de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde morava desde o fim de 2020.

“Comunicamos com profunda tristeza o falecimento hoje do nosso querido João Carlos Assis Brasil, em decorrência de um infarto na última sexta-feira. Ele cumpriu sua missão por aqui e agora sua obra se eterniza”, escreveu a assessoria do artista.

João Carlos começou a estudar piano ainda na infância e já tocava acompanhado de orquestras aos 15 anos de idade. Foi aluno de Jacques Klein e aperfeiçoou os estudos em Londres, Paris e Viena.

Pianista renomado gravou com artistas de MPB e da música erudita. João Carlos Assis Brasil em foto de 2016. — Foto: Divulgação/Ascom Cabo Frio
Pianista renomado gravou com artistas de MPB e da música erudita. João Carlos Assis Brasil em foto de 2016. — Foto: Divulgação/Ascom Cabo Frio

 

João Carlos Assis também se envolveu com a música popular, gravando com artistas como Ney Matogrosso, Zé Renato, Wagner Tiso, entre outros. Em 1988, gravou com Matogrosso, Tiso e participação de Jaques Morelenbaum e Jurim Moreira o disco “A Floresta Amazônica – Villa-Lobos”.

Em uma rede social, a Escola de Música Villa-Lobos, da qual Assis Brasil foi professor durante muitos anos, homenageou o músico e pianista:

“João Carlos Assis Brasil era considerado uma lenda viva do piano brasileiro. Irmão gêmeo de outro grande músico, Victor Assis Brasil, João Carlos estudou piano clássico desde a infância, chegando a conquistar prêmios internacionais. Aprimorou-se na música popular americana, como nas trilhas de clássicos do cinema e do jazz, e retornou ao Brasil como um fenômeno do piano. Tocou com nomes gigantes de nossa música, Maria Bethânia, Zizi Possi, Alaíde Costa, Clara Sverter, Claudia Lira, Marcio Gomes, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Jacques Morelembaum, Jurim Moreira, lançou dois discos com obras de Villa-Lobos, dentre tantos outros sobre compositores de diversas eras da música. Em 2019, gravou no Auditório Guerra-Peixe seu álbum “João Carlos Assis Brasil Clássico”, com repertório de obras de compositores como Chopin, Liszt, Debussy, Tchaikovsky, dentre outros. Era um professor muito querido e presente na EMVL, que sempre estava praticando em algum piano, para alegria dos que passavam pelos corredores.

Deixamos nossos sentimentos aos familiares e amigos, e a certeza de que João Carlos Assis Brasil sempre será lembrado na memória de nossa escola e da música brasileira. Gratidão por dedicar a vida integralmente à música, mestre!”.

João Carlos de Assis Brasil, Alaíde Costa e Carlos Navas — Foto: Tadeu Loppara/Divulgação
João Carlos de Assis Brasil, Alaíde Costa e Carlos Navas — Foto: Tadeu Loppara/Divulgação
Márcio Gomes e João Carlos Assis Brasil, em foto de 2014 — Foto: Luciano Rocha/Divulgação
Márcio Gomes e João Carlos Assis Brasil, em foto de 2014 — Foto: Luciano Rocha/Divulgação

Do g1