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Biblioteca Campesina: 42 anos de revolução cultural ininterrupta

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A exatos trinta anos depois de impulsionar a criação da Sociedade de Trabalhadores de Santa Maria da Vitória, ele chegou novamente a sua terra natal e desta vez lançou as sementes da que se transformaria, um quinquênio após ser criada, na empreitada cultural autogestionária mais duradoura de que se tem notícia neste oeste da Bahia: a Biblioteca Campesina, livre, independente, revolucionária, ousada que só ela.

 

O autor destas duas históricas, gloriosas façanhas: Clodomir Santos de Morais.

 

Revivendo a história: quando ocorreu a reunião em janeiro de 1980 com os, na época, jovens que faziam o jornal O Posseiro circular, ele lançou a ideia de se criar na nossa aldeia uma biblioteca comunitária, agarramos o pião pela unha e caímos em campo, metemos bronca!
Mês e meio depois, como tantas vezes já escrevi contando essa epopéia, em 15 de fevereiro, sob garoa, nós os foliões endemoniados pelos caretas, demos o arranque e depois daquele primeiro passo nunca mais paramos como tod@s sabem.

 

No dia 16 a farra continuou, era carnaval.

 

Tai o resultado.

 

Mais de 40 anos contribuindo com o crescimento cultural das pessoas, principalmente juventude, e desafinando o coro dos contentes, leia-se, aqueles que quando a gente fala de cultura querem logo sacar o trezoitão saindo por aí dando tiros, caçando comunistas, só dançando, os trogloditas…

 

Este espaço cultural ficou tão arraigado no imaginário de grande parcela de santa-marienses que, a partir de certo período de existência virou, como já publiquei antes neste meio, sinônimo de biblioteca.

 

Por inúmeras vezes leitoras e leitores aqui chegaram em busca de determinado livro.

 

Se não tinha, ela/e perguntava: “na Campesina do [bairro] Malvão tem?”; “vou ver se na Campesina de Barreiras encontro” e por aí vai…
Enquanto escrevo, inevitável a lembrança de um livro e um poema.

 

A força do povo, de Márcio Moreira Alves, livro.

 

Do povo buscamos a força, poema de Agostinho Neto, primeiro presidente, marxista, da Angola já livre do jugo português, com o decisivo apoio da Cuba de Fidel.

 

É essa força, além, evidentemente, da solidariedade decisiva de um “bocadão” de companheiras e companheiros espalhados por esse Brasil afora e em alguns países da América Central, repito, é essa força que vem do nosso heroico povo o nutriente maior que aspiro, respiro, sorvo, me impulsa e me reanima, não me deixa jogar a toalha, cair na lona, ser nocauteado.

 

Entregar a rapadura pros que se alimentam da ignorância do povo trabalhador, da gente do comum?

 

Jamais!

 

 

Biblioteca Campesina, 15 fevereiro 2022

 

(*) Por Joaquim Lisboa Neto, exclusivo para o Jornal Brasil Popular/BA

 

A primeira toca, cubículo de 2x1m / O camarada escritor e jornalista homenageia a Campesina em discurso na Câmara dos Deputados / Nesta casa -de Clodomir Morais- desde 31 de dezembro de 1991.
A primeira toca, cubículo de 2x1m / O camarada escritor e jornalista homenageia a Campesina em discurso na Câmara dos Deputados / Nesta casa -de Clodomir Morais- desde 31 de dezembro de 1991.

 

 


Nos comentários dos usuários, o registro histórico da resistência no interior da Bahia e o relato de quem reconhece a importância da Biblioteca Campesina no Brasil e no mundo

 

A Biblioteca Campesina está de parabéns!
Valdimiro Lustosa Soares

 

 

São 42 anos de resistência. São 42 anos de serviços prestados à sociedade santa-mariense.
Infelizmente nem todos entendem o papel relevante de uma entidade como a Campesina.
Alguns, aliás, debruçados na ignorância, aproveitam a calada da noite para atacá-la, tentando destruí-la.

 

 

 

Em vão.

 

O ardoroso trabalho de Quincas e alguns colaboradores não merece as ações nefastas de alguns vândalos notívagos e incultos.
O importante é que a Campesina segue de pé, servindo a tantos quantos queiram usufruir de uma boa leitura.

 

O hábito de ler é saudável porque estimula o conhecimento, mostra caminhos seguros, abre os olhos para o belo e mostra o mundo para quem fisicamente não pode viajar, aprimora a capacidade de raciocínio, desenvolve a criatividade, a imaginação, o senso crítico, dentre tantas outras virtudes.

 

Tudo isto e mais coisas têm sido oferecidas pela Biblioteca Campesina ao longo dos seus 42 anos de existência.

 

Lutar contra a ignorância é uma tarefa árdua e persistente que tem sido o lema dessa maravilhosa entidade cultural. Eu diria aos conterrâneos de Santa Maria da Vitória: feliz um povo que tem uma Campesina.

 

Usem e abusem dos mestres mudos que estão aí à disposição de todos.

 

Parabéns, Campesina, parabéns, Quincas, parabéns, colaboradores, parabéns, santa-marienses que contam com a melhor biblioteca do oeste baiano e uma das melhores do estado.

 

Salvador, 15 fevereiro 2022.

 

Valdimiro Lustosa Soares, carinhosamente chamado pelos santa-marienses de Guri, economista e advogado, autor de “Minhas Estórias – uma ponte para o riso”, foi diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e um dos fundadores do PT baiano, filho do saudoso Antonio Soares, multi instrumentista, formador de várias gerações de músicos em Santa Maria.

 

 



 

Aniversário de 42 anos da Biblioteca Campesina
Jurandi Assis

 

É com imensa satisfação que neste momento de comemoração me posiciono do lado dos santa-marienses para abraçar e parabenizar a Biblioteca Campesina pelos 42 anos de existência.

 

Durante esse tempo a Campesina esteve sempre de portas abertas servindo a todos aqueles que a procuraram.

 

Foi graças às bibliotecas que frequentei na infância, adolescência e maturidade, lendo milhares de livros, que adquiri formação e conhecimentos necessários para realizar feitos inimagináveis.

 

Um deles foi a edição do livro de arte “O Inventário do Cotidiano”. A seguir, o autobiográfico “A Realização de um sonho”, contos infantojuvenis, romances…

 

A pouca escolaridade não impediu-me de pensar grande com relação às duas artes, pintura e literatura. Volto a repetir, todas essas realizações só foram possíveis graças aos livros que li.

 

No campo das artes plásticas fui meu próprio mestre. Os conhecimentos de desenho, composição e pinturas foram adquiridos através de livros de arte dos grandes mestres europeus.

 

Quanto à literatura, fui incentivado a escrever por duas intelectuais: a professora Adozinda Kuhlmann e Nadime Boueri. Minha paixão pela literatura foi o combustível necessário para abraçar essa arte fascinante que encantou-me desde a infância.
Apesar de todos os benefícios que os esforços culturais nos proporcionam, no ano de 2006 a Biblioteca Campesina sofreu um ataque brutal.

 

Joaquim Lisboa Neto, meu amigo e coordenador desse espaço cultural, narrou para mim, com detalhes, o ocorrido, deixando-me estarrecido diante de tanta maldade.

 

Esse ato vil, execrável, foi certamente a mando de um poderoso da cidade, um “coronel”. Ele sentiu-se incomodado pelo esclarecimento e pelo saber que emanava e emana dessa que é inegavelmente a melhor biblioteca do oeste da Bahia na opinião abalizada de vários escritores, artistas, jornalistas e intelectuais.

 

Ao praticar esse ato infame, o responsável atingiu também a todos os santa-marienses, que têm a Campesina como seu patrimônio cultural.

 

Agora, pasmem os senhores.

 

Esse monstro, recentemente ressurgiu das sombras e maculou novamente a Biblioteca Campesina em suas instalações, deixando ali sua marca ignóbil e imunda. Portanto santa-marienses, a defesa e a proteção dos espaços culturais cabe a todos nós.

 

Vida longa à Biblioteca Campesina.

 

Que ela permaneça sempre como fonte de conhecimento servindo a todos os leitores de nossa amada cidade de Santa Maria da Vitória e cidades circunvizinhas.

 

 

São Paulo, 15 de fevereiro de 2022.

 

Jurandi, natural de Santa Maria, foi levado em 1956 pra Sampa guiado por Rosa Magalhães, ex-professora do futuro pintor hoje de renome a nível nacional



 

A Biblioteca Campesina cumpre 42 anos no dia 15 do presente mês.

 

É imenso seu histórico libertário.

 

São muitos os homens e muitas as mulheres que entraram nesse recinto sagrado e saíram impregnados e impregnadas de bondade e admiração imperecíveis.

 

Nela encontramos um dos maiores acervos que mantém vigente a história de lutas épicas ocorridas em vários países de nosso continente latino-americano e caribenho.

 

Lhe desejamos longa vida.

 

Partido Comunes da Colômbia.

 

 

La Biblioteca Campesina cumple 42 años el 15 del presente mes. Es inmenso su historial libertario. Son muchos los hombres y muchas las mujeres que entraron a ese recinto sagrado y salieron impregnadas de bondad, admiración y conocimientos imperecederos. En ella encontramos uno de los mayores acervos que mantiene vigente la historia de luchas épicas acaecidas en varios países de nuestro Continente latinoamericano y caribeño. Le deseamos larga vida
Partido Comunes de Colombia.

 



A Biblioteca Campesina [de Santa Maria da Vitória, Bacia do Rio Corrente, Bahia] cumpre 42 anos no dia 15 do presente mês.

 

É imenso seu histórico libertário.

 

São muitos os homens e muitas as mulheres que entraram nesse recinto sagrado e saíram impregnados e impregnadas de bondade e admiração imperecíveis.

 

Nela encontramos um dos maiores acervos que mantém vigente a história de lutas épicas ocorridas em vários países de nosso continente latino-americano e caribenho.

 

Lhe desejamos longa vida.
Partido Comunes da Colômbia.

 

 

La Biblioteca Campesina cumple 42 años el 15 del presente mes.
Es inmenso su historial libertario.
Son muchos los hombres y muchas las mujeres que entraron a ese recinto sagrado y salieron impregnadas de bondad, admiración y conocimientos imperecederos.
En ella encontramos uno de los mayores acervos que mantiene vigente la historia de luchas épicas acaecidas en varios países de nuestro Continente latinoamericano y caribeño.
Le deseamos larga vida
Partido Comunes de Colombia.

 

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Comunes é partido político criado após o Acordo Final de Paz firmado em setembro de 2016 entre a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo e o governo colombiano.

 

Foi a guerrilha mais duradoura da América Latina e do Caribe.

 

Mais de meio século de uma guerra que terminou sem vencidos nem vencedores.

 

No apogeu, as FARC chegaram a dominar um terço de todo o território colombiano com um contingente de 18.000 guerrilheir@s.
Inicialmente, o partido recebeu o nome de FARC- Força Alternativa Revolucionária do Comum.

 

Comunes em definitivo.
[Joaquim Lisboa Neto]

 



De Itaquá, São Paulo, o camarada Jurimar

 

 

Estamos reunidos de mãos dadas, conectados em ritmo de festa celebrando os 42 anos de existência e resistência da biblioteca Campesina.

 

 

Toda vibração positiva, toda reverência e todos os aplausos e música solene, digna de uma majestosa Biblioteca Campesina que ao longo dos 42 anos reina posicionando e se impondo política e culturalmente e assim elevando o nome de Santa Maria da Vitória e de todo o Vale do Rio Corrente ao mais alto pódio da Cultura da Bahia e do Brasil.

 

 

Tendo como base fundamental educação e cultura, através da leitura preparar e formar crianças, jovens, adolescentes e trabalhadores para a liberdade de expressão e comunicação, se manifestando contra os nossos opressores: o mau político, as doutrinas religiosas fundamentalistas, aos atos brutais e truculentos da polícia contra o cidadão de bem e contra todos os defensores dos direitos humanos.
Aqui vamos nós sem se ajoelhar diante dos vermes e corruptos políticos.

 

 

Vale lembrar que pessoas desinformadas elegem políticos corruptos .

 

 

Viver é com êxito celebrar juntos aos guerreiros que há anos embatem incansavelmente travando essa luta com o objetivo de alcançar junto ao povo e ver ecoar aos quatro cantos do planeta o grito de liberdade, consciência política e cultural.

 

 

Isso sim é a grande dádiva da Biblioteca Campesina.

 

 

Vida longa a majestosa Biblioteca Campesina, da qual somos súditos e juntos estamos a celebrar e propagar nosso respeito e admiração por esta instituição que resiste aos ataques e as investidas dos inimigos da Cultura.

 

 

Vida longa a nossa esplêndida Biblioteca Campesina.

 

 

Jurimar Silva de Almeida
Foi militante da Campesina nos anos 90s e atuou como diagramador e ilustrador do jornal O Posseiro nos anos 80s.
Mora em Itaquaquecetuba-SP




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