A destituição do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi aprovada em reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consun), órgão máximo da instituição, ocorrida na sexta-feira, dia 13 de agosto. A decisão obteve 59 votos favoráveis, 7 contrários e 5 abstenções, vale também para a vice-reitora Patrícia Panke, ambos foram nomeados em setembro de 2020. Agora, a nomeação ou destituição caberá ao Ministério da Educação (MEC) que receberá o resultado. Sem prazo definido para esta análise. O motivo é a Reforma Administrativa, realizada por Carlos Bulhões quando assumiu, sem consultar o colegiado, descumprindo a Resolução 062 deste mesmo órgão. Depois de ter tomado posse, Carlos Bulhões realizou alterações internas, além da criação e extinção de Pró-Reitorias, bem como de departamentos. Esta é a primeira vez que um reitor da UFRGS enfrenta um pedido de destituição.

 

 

O Conselho Universitário da UFRGS funciona como uma espécie de Legislativo da instituição, mas em nota a Reitoria destaca, “desde 1996, ano do último regimento da UFRGS, nenhum dos reitores anteriores ao atual, pediu permissão ao Consun”, Ainda segundo o comunicado, para fazer as modificações, o reitor ampara-se em documento legitimado pelo Advocacia Geral da União AGU).

 

 

 

Carlos André Bulhões foi nomeado para o cargo em setembro de 2020 pelo presidente Bolsonaro, mesmo sendo o menos votado na lista tríplice. Ele é professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH).

 

 

 

O parecer favorável à destituição do reitor atual da UFRGS foi analisado primeiramente no dia 30 de julho. Aliás, nesta data, o Consun também aprovou, com 52 votos favoráveis, 4 contrários e 10 abstenções, uma nota de apoio ao impeachment de Jair Bolsonaro. As vidas perdidas por conta da Covid-19 no Brasil, que poderiam ter sido poupadas se o governo federal tivesse agido devidamente, foram destacadas no documento.