O youtuber e empresário Felipe Neto denunciou intimidação do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL). Na segunda-feira (15), ele postou, em suas redes sociais, uma intimação da polícia para prestar depoimento por ter chamado Jair Bolsonaro de “genocida”.

 

 

Na postagem, Neto diz que foi acionado, com base na Lei de Segurança Nacional e declarou: “Uma crítica política não pode ser silenciada jamais!”

 

 

Pelo Twitter, Felipe Neto disse que a intimação é uma “clara tentativa de silenciamento”.

 

 

“Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes. Já disse e repito: um governo deve temer seu povo, NUNCA o contrário. Carlos Bolsonaro, vc não me assusta com seu autoritarismo. Não vai me calar”, afirmou o youtuber.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outros casos recentes de censura contra críticos de Bolsonaro

 

A intimidação jurídica e policial contra críticos do governo se tornou praxe nos últimos 3 anos. Criaram até um grupo de advogados que teria o objetivo de aplicar notícias-crime contra brasileiros que criticam Jair Bolsonaro, a chamada OACB (Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil). Um dele é o caso de uma propaganda do Banco do Brasil:

 

 

Confira mais casos recentes de tentativa de intimidação por parte dos Bolsonaros a quem os criticam em qualquer lugar. Eles usam o fato de estarem no poder para perseguirem pessoas que denunciam a má gestão da pandemia do novo coronavírus, da economia, da educação, da segurança, do desemprego, enfim, da crise econômica profunda que o Brasil está vivendo, juntamente com a as milhares de mortes pela Covid-19 sem nenhuma política de combate e nem um programa de vacinação em massa. Confira outras tentativas de intimidação:

 

Jovem negro preso por postar tuíte contra Bolsonaro

Além de Felipe Neto, outras pessoas têm sofrido ameaças e perseguições pela família Bolsonaro. No início deste mês, João Reginaldo da Silva Júnior, de 24 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar, em Uberlândia (MG), acusado de crime contra a Lei de Segurança Nacional.

 

Na ocasião, o jovem havia citado uma visita do presidente à cidade do Triângulo Mineiro e perguntou se “alguém queria virar herói nacional” no Twitter. Ele foi liberado um dia depois.

 

Professor universitário proibido de criticar Bolsonaro

 

O ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal, teve de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), emitido pela Controladoria-Geral da União, em que se comprometia a não criticar Jair Bolsonaro em público por 2 anos. A comunidade científica e acadêmica, bem como todos os segmentos da sociedade partiram para cima da família intolerante e o TAC foi invalidado na Justiça

 

 

Jornalistas devem depor após falar de investigação contra filho de Bolsonaro

 

O Jornal Nacional está proibido judicialmente de divulgar informações sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro, investigado por peculato. O filho do presidente teria pegado o salário de funcionário fantasmas e colocado em sua própria conta através do operador Fabrício Queiroz.Os apresentadores do telejornal, Renata Vasconcellos e William Bonner, foram intimados a depor após citarem o caso em rede nacional.

 

Peça de teatro censurada por governo Bolsonaro

 

 

Em 2019, o governo federal ordenou que a peça ‘Caranguejo Overdrive’ não fosse exibida no Centro Cultural Banco do Brasil, mesmo após ter sido aprovada em edital, por ter conteúdo político. O próprio Ministério Público Federal entendeu a ordem de Bolsonaro como uma forma de censura.

 

 

“As provas dos autos mostraram que o cancelamento da peça ‘Caranguejo Overdrive’ foi feito sem qualquer embasamento constitucional ou legal. De fato, a União, por meio da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, emitiu ordem para que o CCBB cancelasse as apresentações da peça ‘Caranguejo Overdrive’, operando indevida censura ao espetáculo”, afirma documento do MP.

 

 

Com informações da Internet