Em maio, após um período de chuvas abaixo da média, o ex-secretário de Energia do Rio de Janeiro Wagner Victer alertava para a crise no período da seca, na qual o Brasil está agora. “O cenário só não é gravíssimo em função da baixa atividade econômica, fruto da pandemia. Caso contrário, já teríamos uma situação tão preocupante quanto a do período prévio ao apagão ocorrido durante o Governo FHC”, analisa o ex-conselheiro do CNPE.

“O sistema energético brasileiro sempre dá anúncios prévios que devem ser compreendidos e efetivamente enfrentados, pois os seus impactos, caso não sejam adotados, são crescentes”, alerta. Victer lista algumas medidas emergenciais:

– Volta do Horário de Verão, suspenso há 2 anos. A redução de consumo fica na casa de 0,6% a 0,8%, com queda de 4% a 4,5% no horário de pico.

– Acelerar a entrada das termelétricas já contratadas nos leilões anteriores. “Acredito que, somente de leilões passados (2015, 2016, 2017 e 2018), devemos ter algo acima de 4 mil MW de potência ainda em fase de construção.”

– Diante da impossibilidade da ampliação drástica do aumento de oferta, não só pelo custo, mas por eventuais limitações de insumos, começar a atuar e repensar, “no que aliás me parece que já está sendo orientado”, para a questão da demanda.

Do Monitor Mercantil