Publicidade

Venezuelanos vão às ruas para exigir liberação de bens estatais bloqueados no exterior

  • em



Manifestantes pedem devolução da refinaria Citgo, de avião retido na Argentina e das reservas de ouro na Inglaterra

 

Sindicatos e movimentos populares venezuelanos foram às ruas de Caracas nesta terça-feira (09) para exigir a liberação de bens estatais que estão bloqueados no exterior.

 

 

Os manifestantes percorreram avenidas da capital e concentraram suas reivindicações nos casos da refinaria Citgo, nos EUA, de avião retido na Argentina e das reservas de ouro que estão presas no Banco da Inglaterra.

 

 

Pela manhã, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, havia reiterado a convocatória feita pelo governo. “A Venezuela marcha hoje pela defesa e pelo resgate dos bens nacionais ilegalmente retidos e sequestrados. Queremos eles de volta. Devolvam o ouro, a Citgo, o avião e o dinheiro que pertence ao povo. Exigimos respeito”, afirmou o mandatário.

 

 

Nesta segunda-feira (08), Maduro já havia prometido iniciar uma campanha pela liberação dos ativos venezuelanos que contaria com “todas as nossas armas comunicacionais, sociais e políticas”.

 

 

O caso do Boeing 747 

 

 

O presidente do partido governista PSUV, Diosdado Cabello, também mencionou o bloqueio dos bens da Venezuela na segunda-feira (8) e fez críticas ao governo argentino pela retenção de um avião venezuelano no país que já dura dois meses.

 

 

“O avião é da Venezuela e está sequestrado pelo governo do presidente [Alberto] Fernández, que é o único responsável pelo que pode ocorrer com esse avião e com a tripulação venezuelana”, disse Cabello.

 

 

Um Boeing 747 pertencente à empresa venezuelana Emtrasur, filial da estatal Conviasa, pousou no aeroporto de Ezeiza, na Argentina, no dia 6 de junho. De tipo cargueiro, o avião estava ocupado por uma tripulação de 19 pessoas, transportava peças de automóveis e tinha como destino o Uruguai .

 

 

No dia 8 de junho, a aeronave foi impedida de decolar pela Justiça argentina e os passaportes da tripulação foram retidos.

 

 

:: Reabrir fronteiras e devolver Monómeros são temas prioritários com a Venezuela, diz Petro ::

 

 

O caso representou mais um episódio de cerceamento de atividades e bloqueio de bens venezuelanos por conta das sanções dos EUA contra o país, já que tanto a estatal da Venezuela Conviasa quanto a empresa iraniana Mahan Air, que vendeu o avião à Emtrasur, estão sancionadas por Washington.

 

 

No último dia 2 de agosto, o Departamento de Justiça dos EUA pediu ao governo argentino que confisque a aeronave venezuelana pelas supostas “violações de leis de controle de exportações dos Estados Unidos”.

 

 

Nesta segunda, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP) condenou a decisão de Washington e chamou a detenção do avião de “ilegítima e ilegal”.

 

 

“A Aliança repudia a manutenção das medidas coercitivas unilaterais contra o povo e o governo venezuelanos e faz um novo chamado à comunidade internacional para exigir o fim dessas medidas”, afirmou a organização em nota.

 

 

O ministro do Transporta da Venezuela, Ramón Velásquez Araguayán, participou da marcha realizada em Caracas nesta terça ao lado de trabalhadores da Conviasa e destacou que a detenção do avião da Emtrasur na Argentina viola os convênios internacionais sobre aviação.

 

 

“Há meses, nossos pilotos e tripulantes foram taxados de terroristas. Eles não são terroristas, não estão fazendo espionagem e muito menos são procurados pela Interpol”, afirmou o ministro.

 

 

:: Ex-assessor de Trump admite ter planejado golpes de Estado ::

 

 

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, também esteve presente no ato e afirmou que o bloco de deputados governistas no Legislativo trabalhará para defender “com todos os recursos possíveis nosso avião sequestrado e para que nossos compatriotas voltem ao país”. “Aqui há um rio de gente que se levanta contra as sanções, que se levanta contra o bloqueio, que se levanta contra a agressão à nossa empresa Conviasa”, afirmou o parlamentar.

 

 

Ouro e Citgo sob controle de Guaidó

 

 

As outras principais reivindicações dos protestos desta terça foram a liberação das 31 toneladas de ouro, equivalentes a US$ 1,9 bilhão (R$ 9,83 bilhões), presas no Banco da Inglaterra e a devolução da refinaria Citgo ao Estado venezuelano.

 

 

Ambos os recursos foram bloqueados por conta do reconhecimento dos governos de EUA e Reino Unido da presidência fictícia do ex-deputado Juan Guaidó.

 

 

As reservas de ouro da Venezuela estão congeladas há mais de dois anos em Londres porque a Justiça britânica não reconhece a autoridade do Banco Central venezuelano sobre os fundos. Ao contrário, os tribunais aceitam a existência de um “Banco Central” nomeado por Guaidó e alegam que esse suposto órgão deveria ser o responsável por gerir o ouro.

 

 

Em julho, a Justiça britânica voltou a dizer que a autoridade do opositor é “legítima”, ainda que não tenha liberado o acesso da oposição às reservas venezuelanas. O governo Maduro prometeu recorrer.

 

 

Já a rede de refinarias Citgo, que fica nos EUA e pertence à estatal petroleira da Venezuela PDVSA, é controlada por opositores nomeados por Guaidó com aval da Justiça estadunidense desde que o ex-deputado se autoproclamou “presidente”. A empresa está avaliada em US$ 8 bilhões e nos últimos anos esteve sob ameaça de ser vendida para sanar dívidas da PDVSA com credores internacionais.

 

 

Edição: Arturo Hartmann




SEJA UM AMIGO DO JORNAL BRASIL POPULAR

 

Jornal Brasil Popular apresenta fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários, defende as conquistas populares, a democracia, a justiça social, a soberania, o Estado nacional desenvolvido, proprietário de suas riquezas e distribuição de renda a sua população. Busca divulgar a notícia verdadeira, que fortalece a consciência nacional em torno de um projeto de nação independente e soberana.  Você pode nos ajudar aqui:

 

• Banco do Brasil
Agência: 2901-7
Conta corrente: 41129-9

• BRB

 

Agência: 105
Conta corrente: 105-031566-6 e pelo

• PIX: 23.147.573.0001-48
Associação do Jornal Brasil Popular – CNPJ 23147573.0001-48

 

E pode seguir, curtir e compartilhar nossas redes aqui:

📷 https://www.instagram.com/jornalbrasilpopular/

🎞️ https://youtube.com/channel/UCc1mRmPhp-4zKKHEZlgrzMg

📱 https://www.facebook.com/jbrasilpopular/

💻 https://www.brasilpopular.com/

📰🇧🇷BRASIL POPULAR, um jornal que abraça grandes causas! Do tamanho do Brasil e do nosso povo!

🔊 💻📱Ajude a propagar as notícias certas => JORNAL BRASIL POPULAR 📰🇧🇷

Precisamos do seu apoio para seguir adiante com o debate de ideias, clique aqui e contribua.

 

 

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *