Publicidade

Valorização do salário mínimo tem efeito positivo para a economia

  • em



Subcomissão do Piso Salarial Regional da Assembleia Legislativa ouviu André Roncaglia, economista da Universidade Federal de São Paulo (USP)

 

 

“O salário mínimo é uma das principais políticas públicas de redução da pobreza e desigualdade e foi criado para proteger o trabalhador”. A manifestação é do economista André Roncaglia, pesquisador do Centro Brasileiro de Planejamento (CEBRAP) e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Roncaglia é um dos principais economistas brasileiros que estudam o efeito da renda do salário na economia. Ele falou, nesta sexta-feira (26), na reunião da Subcomissão do Piso Salarial Regional, da Assembleia Legislativa.

 

 

Para o economista paulista, a importância dos pisos salariais vai além da sua função direta, de ser o menor salário que pode ser pago a um trabalhador formal. Eles também impactam em vários outros aspectos da economia. Servem, segundo os estudos do economista, como indexador de contratos e como piso para vários pagamentos, de aposentadorias até remunerações informais. “As evidências indicam que a valorização do salário mínimo é positiva para a economia, porque elevam a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzem desigualdades salariais e até podem ampliar a oferta de trabalho”, sustenta.

 

 

Para o economista, o erro dos que desprezam a necessidade de políticas de valorização dos salários é o entendimento de que o trabalhador é um custo. “Mas o trabalhador não é uma máquina de produzir”, explica. “Um salário valorizado melhora uma série de indicadores de bem-estar, o que tem impacto positivo sobre o desenvolvimento”, acrescenta.

 

 

Roncaglia cita o estudo do atual Nobel de economia, David Card. O economista americano comparou dois estados dos EUA, Nova Jersey e Pensilvânia, que praticaram políticas diferentes em relação ao salário mínimo. Enquanto Nova Jersey aumentou o salário, a Pensilvânia manteve o salário sem reajuste. O resultado é que no estado em que houve aumento salarial o nível de emprego aumentou, ao contrário do que argumentam muitos setores que são contra políticas de valorização de salários.

 

 

Ainda segundo o professor, não é o custo do trabalho que determina a oferta de trabalho, mas a disposição de investimentos públicos e privados. A ideia foi corroborada por outro economista presente no encontro, o diretor do DIEESE, Ricardo Franzói. Segundo Franzói, durante os anos dos governos Lula e Dilma, o salário mínimo foi valorizado, cresceu mais de 70%, e a economia também cresceu, com ampliação de oferta de vagas e postos de trabalho. Outro argumento trazido por Franzói é que embora tenham salários regionais maiores, os estados de Santa Catariana e Paraná tiveram taxas de desemprego menores do que a gaúcha. Em SC houve queda, no Paraná cresceu 0,4% e no RS três vezes mais, chegando a 1,2% de crescimento.

 

 

Subcomissão

 

 

Para o coordenador da Subcomissão, deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), as contribuições do professor Roncaglia reforçam o entendimento de que é preciso valorizar o salário dos gaúchos. Além de relator da Subcomissão, Mainardi também é relator do projeto do Executivo de reajuste do atual mínimo regional. O governador enviou um projeto que prevê apenas 2,7% de reajuste para o mínimo regional. Mainardi apresentou emenda garantindo a reposição da inflação de 2019 e 2020, que é de 10,3%. O mínimo regional gaúcho está congelado há dois anos. O parecer de Mainardi está na ordem do dia da Comissão de Constituição e Justiça, mas ainda não foi apreciado.

 

 

O deputado Fernando Marroni (PT), membro da Subcomissão, também participou da reunião. Ainda estiveram presentes o presidente da CTB, Guiomar Vidor, a representante da Intersindical, Neiva Lazzarotto, e o diretor da CUT, Francisco Dutzig, além de outros sindicalistas.

 

Com informações da assessoria parlamentar para o JBP/RS



 

 

SEJA UM AMIGO DO JORNAL BRASIL POPULAR

 

O Jornal Brasil Popular apresenta fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários, defende as conquistas populares, a democracia, a justiça social, a soberania, o Estado nacional desenvolvido, proprietário de suas riquezas e distribuição de renda a sua população. Busca divulgar a notícia verdadeira, que fortalece a consciência nacional em torno de um projeto de nação independente e soberana.  Você pode nos ajudar aqui:

 

• Banco do Brasil
Agência: 2901-7
Conta corrente: 41129-9

• BRB
Agência: 105
Conta corrente: 105-031566-6 e pelo

• PIX: 23.147.573.0001-48
Associação do Jornal Brasil Popular – CNPJ 23147573.0001-48

 

E pode seguir, curtir e compartilhar nossas redes aqui:

📷 https://www.instagram.com/jornalbrasilpopular/

🎞️ https://youtube.com/channel/UCc1mRmPhp-4zKKHEZlgrzMg

📱 https://www.facebook.com/jbrasilpopular/

💻 https://www.brasilpopular.com/

📰🇧🇷BRASIL POPULAR, um jornal que abraça grandes causas! Do tamanho do Brasil e do nosso povo!

🔊 💻📱Ajude a propagar as notícias certas => JORNAL BRASIL POPULAR 📰🇧🇷

Precisamos do seu apoio para seguir adiante com o debate de ideias, clique aqui e contribua.

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *