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Vacinas, do Quebec ao Alvorada

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A província canadense do Quebec está discutindo a imposição de um imposto ou taxa a seus habitantes não vacinados, que são apenas 10% de sua população e 90% dos leitos hospitalares ocupados por causa da Covid. O Brasil podia, se tivesse governo digno desse nome, fazer a mesma coisa, porque aqui os não-vacinados ocupam também 90% desses leitos.

 

Não é só a despesa que essa gente estúpida está causando lá e aqui. É o risco a que submete todos os vacinados. No Brasil, aliás, o índice de vacinação passou a semana agarrado aos 67%, que só avançava algumas frações decimais não chegava nunca aos 68, quanto mais aos 69 e aos 70%. Com isso tínhamos mais de 30% de não-vacinados, cerca de 66 milhões de pessoas numa população total de 220 milhões.

 

Esse imposto de Quebec enfrenta, como enfrentaria aqui e no resto do mundo, forte oposição entre os que consideram o não vacinar-se uma forma de sua liberdade de expressão. Essa é, de novo, uma desculpa estúpida: para garantir a suposta liberdade de expressão de todos, seria preciso abolir todos os códigos penais do mundo, que não proíbem apenas o matar e o roubar, mas também, para ficar só nesses exemplos, dizer publicamente certas coisas, verdadeiras ou falsas, sobre nosso vizinho, expor qualquer pessoa ao contágio de doenças como a Aids ou induzi-la ao suicídio.

 

No Brasil, além disso, a vacinação obrigatória de crianças é prevista no ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente no caso de doenças transmissíveis reconhecidas pelas autoridades sanitárias.

 

Enquanto tenta aprovar esse imposto, o Quebec adotou uma decisão para vigorar de imediato: proibir a venda a qualquer pessoa não vacinada de qualquer bebida alcoólica ou da maconha lá autorizada. Bastou a notícia ser divulgada e num instante a procura pelas vacinas anti-Covid aumentou 300%.

 

No Rio, o Prefeito Eduardo Paes sugeriu maliciosamente que se poderia pensar na exigência do passaporte vacinal para a venda do litrão, a popular garrafa grande de cerveja. No Quebec a venda de bebida alcoólica pode estar limitada a estabelecimentos de fácil fiscalização e controle, mas no Brasil ela é tão disseminada que seria apenas folclórico não só propor como também impor essa exigência.

 

De qualquer maneira, o fato é que no Brasil sobra vacina para adultos e vai faltar vacina para 20 milhões de crianças que mais de 70% dos pais querem vacinar. Isso pode ser rapidamente resolvido se a Anvisa autorizar logo, como se espera, a Coronavac do Instituto Butantan. E se Bolsonaro não atrapalhar muito, o que em último caso será corrigido por ordem do Supremo.

 

Desde o começo da pandemia, a principal ocupação de Bolsonaro tem sido atrapalhar as medidas de prevenção e imunização, simultaneamente por ação e por omissão. Mas os fatos estão mostrando que Bolsonaro manda cada vez menos e tudo que faz ou não faz é apenas da boca para fora.

 

O último exemplo é o da decisão do Comandante do Exército sobre a vacinação de praças e oficiais na volta ao serviço presencial. Bolsonaro esbravejou e esperneou, mas acabou tendo um encontro fora de agenda com o Comandante, General Paulo Sérgio, que se fez acompanhar por dois generais, prevenindo-se com duas testemunhas. Depois do encontro, Bolsonaro deu o assunto por encerrado. Ou seja, deu-se por derrotado.

 

Derrotado mais uma vez, ele, porém, manteve mobilizados e dispostos à briga os 20% que ainda tem nas pesquisas e lhe garantem o segundo turno na eleição presidencial deste ano.

 

(*) José Augusto Ribeiro – Jornalista e escritor. Publicou a trilogia A Era Vargas (2001); De Tiradentes a Tancredo, uma história das Constituições do Brasil (1987); Nossos Direitos na Nova Constituição (1988); e Curitiba, a Revolução Ecológica (1993). Em 1979, realizou, com Neila Tavares, o curta-metragem Agosto 24, sobre a morte do presidente Vargas.




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