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Vacinação da educação no DF: “Por fim começamos, mas é preciso garantir continuidade acelerada”, diz o Sinpro-DF

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Teve início nessa sexta-feira (21) a vacinação dos(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e demais profissionais da Educação do Distrito Federal contra a Covid-19. A imunização está sendo feita na Unidade Básica de Saúde (UBS) I do Guará, e no local a Secretaria de Educação do DF (SEE) está arrecadando 1 kg de alimento. O Sinpro orienta que aqueles que foram e puderem, colaborem.

 

 

É importante ressaltar que gestores e demais profissionais da educação que desde o início da pandemia estão na linha de frente e que nunca deixaram de comparecer às escolas, também estão sendo vacinados, decisão totalmente justa e coerente.

 

 

Quem esteve no local neste primeiro dia de vacinação percebeu um ambiente festivo. Compreendemos esse espírito de comemoração, mas é importante lembrar, entretanto, que o cenário local ainda é marcado pelo déficit no número de doses da vacina e pela morosidade no processo de imunização.

 

 

Comparado a outras unidades da Federação, o DF está em desvantagem. Enquanto na capital federal a lista dos primeiros vacinados é composta por apenas 1.010 educadores – em um universo de quase 30 mil trabalhadores(as) da ativa –, em estados como o Mato Grosso do Sul, por exemplo, 100% do quadro da educação pública já foi vacinado.

 

 

A realidade é que o Distrito Federal está longe de ser modelo de gestão na pior crise sanitária do século. Os estudos sobre os casos de infecção e morte pela Covid-19 no país mostram que o DF é a quinta unidade da Federação com maior número de mortos pelo vírus a cada 100 mil habitantes. E mesmo assim, o governo local pareia sua política de vacinação à idealizada pelo governo federal, abrindo mão da própria autonomia na elaboração de estratégias na área da Saúde que deveriam dar segurança à população.

 

 

Um dos principais flagrantes da má gestão da crise sanitária no DF é a falta de planejamento do processo de vacinação. No caso da Educação, por exemplo, identificamos uma ausência de datas para o recebimento das novas remessas de vacina.

 

 

Para a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa, o início da vacinação dos profissionais da Educação do DF é, certamente, um respiro em meio ao caos que assola o Brasil inteiro. “Entretanto, é necessário alertar que o caminho para o controle da pandemia só se dará com pelo menos 70% da população imunizada. E é por isso que, desde o início da pandemia do novo coronavírus, a luta do Sinpro-DF é sim por Vacina para a Educação Voltar, mas é também por Vacina Para Todas e Todos Já. Para uma doença que não tem nenhum tipo de tratamento precoce, não há outra saída além da imunização de toda a sociedade”.

 

 

Diante de quase meio milhão de pessoas mortas em todo Brasil pelo vírus da Covid-19, ainda é essencial que se lembre da política genocida do governo federal. Comprovadamente, muitas vidas poderiam ter sido salvas se o negacionismo, a desinformação e o interesse em ganhos individuais não tivessem relevância maior que o cuidado com a vida do povo.

 

 

É por isso que cobramos do Governo do Distrito Federal a postura de verdadeiros gestores, com responsabilidade com a vida, para que se possa almejar dias melhores, onde a tristeza e o desalento sejam sobrepostos pela esperança do verbo esperançar.

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