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Unicopas realiza seminário virtual sobre os impactos na produção e distribuição de alimentos no país

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Evento ocorre em virtude do Dia Nacional da Economia Solidária

 

Nesta terça-feiraa, 15 de dezembro, às 9h, a página do Facebook e o YouTube da Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias) recebe convidados para o seminário virtual Economia Solidária e Alimentação: o papel do cooperativismo na produção e distribuição de alimentos.

 

 

O encontro pretende abordar questões urgentes no cenário alimentar brasileiro como a redução drástica de investimentos em políticas públicas para a agricultura familiar, a contribuição das comunidades quilombolas e o protagonismo das mulheres para a produção de alimentos e os impactos da pandemia no preço dos alimentos a curto e longo prazo.

 

“Todas as informações que constam dos organismo internacional e nacionais indicam que após a pandemia e mesmo durante a pandemia  nós teremos uma pandemia da fome. Uma pandemia de falta de comida”, aponta Francisco Dal Chiavon, presidente da Unicopas.

 

Essa realidade alarmante impulsionou movimentos sociais a articularem o Projeto de Lei nº 735, nomeado Lei Assis de Carvalho, que visa a liberação de recursos orçamentários direcionados à agricultura familiar para a produção de alimentos.

 

Além da condução de Francisco Dal Chivan, o evento reúne nomes como Ana Célia, agricultora agroecológica quilombola e integrante da rede de mulheres negra do baixo Sul da Bahia; Dirlete Dellazeri, militante do MST e dirigente da COPRAN; João Daniel, deputado federal (PT-SE) e coordenador do Núcleo Agrário do PT e Eugênio Peixoto, secretário executivo do Fórum dos Gestores e Gestoras da Agricultura Familiar do Nordeste.

 

Inflação de alimentos, commodities e baixa produção 

 

Além da pandemia, as mudanças climáticas são fatores que impactaram a produção de alimentos na região Sul do país, vítima de uma inesperada seca que contribuiu para uma queda na produção de alimentos.

 

Outro ponto que agravou a crise alimentar brasileira foi a alta do dólar, que gerou uma reação de mercado para venda maior para exportação, caso do milho. O ingrediente causa fortes impactos econômicos em outros setores produtivos, como na criação de gado leiteiro.

 

“Os produtores rurais que produzem leite estão utilizando trigo, que é mais barato, como substituto do milho na ração. Isso significa que em 2021 haverá menos trigo para farinha e teremos que importá-lo, o que vai causar um aumento no preço do pão com um agravante: 15 milhões de desempregados”, avalia Dal Chiavon.

 

Além de uma grande parcela da população não ter rendimentos, os preços altos dos alimentos serão reflexo da importação em dólar e impactam diretamente a mesa dos brasileiros. “É por isso que é de extrema importância que os companheiros da economia solidária os agricultores familiares voltem seus olhares à produção de alimentos

 

Serviço

Seminário Virtual  “Economia Solidária e Alimentação: o papel do cooperativismo na produção e distribuição de alimentos”
15/12, às 9h

Facebook e YouTube da Unicopas

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