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Uma eleição diferente na capital do Acre

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Com sete candidatos concorrendo a vaga de prefeito, Rio Branco, a capital do estado do Acre, distante 3.055 km de Brasília, tem uma disputa bastante complexa.

 

Por 20 anos o estado foi governado pelo Partido dos trabalhadores – PT e também a prefeitura da capital, que por ser o maior colégio eleitoral do estado, serve de termômetro das eleições para governador.

 

Nas eleições de 2018, Marcus Alexandre (PT) que era prefeito no segundo mandato, saiu candidato a governador e perdeu para Gladson Cameli (PP).

 

A vice-prefeita Socorro Neri (PSB), até então coligada com o PT e que deveria dar continuidade ao projeto de governo municipal construído por Marcus Alexandre, fez uma reforma administrativa e exonerou grande parte dos petistas que ocupavam cargos comissionados; os que ficaram na gestão municipal parecem ter feito votos de fidelidade à prefeita, ainda que filiados ao PT.

 

Não bastasse a rasteira dada nos “Illuminati” petistas que a colocaram no posto, a vice-prefeita saiu candidata à reeleição com o apoio do atual governador, Gladson Cameli (PP), que de última hora deixou seu correligionário Tião Bocalon (PP), a quem já havia prometido apoio para o cargo de prefeito.

 

Para aumentar o “siribolo” do cenário político local, o PSDB lançou como candidato a prefeito Minoru Kimpara, professor universitário com ampla carreira acadêmica e ex-reitor da Universidade Federal do Acre – UFAC, período em recebeu do então senador e depois deputado federal Sibá Machado, significante aporte financeiro através das emendas parlamentar para modernizar a UFAC. Além de ter sido candidato a deputado estadual e posteriormente presidente do PT, andou se balançando no REDE da Marina Silva, mas o “affair” político não durou muito tempo.  Fatos que atualmente Minoro tenta desvincular da sua imagem de candidato.

 

Jamyl Asfury (PSC), Policial federal que já foi deputado estadual e secretário de estado, Jarbas Soster (Avante); empresário do ramo de material de construção  que concorre pela primeira vez ao cargo e Roberto Duarte (MDB), advogado e que está no primeiro mandato de vereador em Rio Branco, estão fazendo suas respectivas campanhas batendo nas gestões passadas do PT e da atual prefeita Socorro Neri, a quem acusam de um possível superfaturamento na compra de álcool em gel, entre outros descalabros administrativos.

 

Por fim, o candidato Daniel Zen (PT) que é advogado, professor universitário, já ocupou os cargos de secretário estadual de Cultura, de Educação e está no segundo mandato de deputado estadual, tem conforme pesquisa do Ibope publicada em 16/10/2020, apenas 5% das intenções de votos. Neste cenário fica difícil prever quem poderá vir a ocupar a cadeira de prefeito de Rio Branco.

 

A população que por 20 anos elegeu os candidatos do PT, hoje está calada e decepcionada com os políticos; e portanto, podem eleger qualquer um dos sete candidatos.

Marcos Jorge Dias, de Rio Branco
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