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Uber pressionou líderes e explorou violência ao se expandir

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Documentos vazados ao ICIJ mostram as táticas usadas pela empresa para driblar leis e investigações

Documentos vazados ao ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) mostram como a Uber pressionou líderes internacionais, se esquivou de investigações enquanto se expandia internacionalmente e usou a violência contra motoristas da plataforma para se promover.

 

 

A investigação, chamada de Uber Files, mostra que a empresa realizou reuniões com líderes políticos –muitas vezes em segredo–, enganou investigadores e subverteu os direitos dos trabalhadores ao entrar em novos mercados.

 

 

O consórcio de jornalistas teve acesso a e-mails, mensagens de texto, apresentações da empresa e outros documentos de 2013 a 2017.

 

 

Entre as principais descobertas da investigação estão:

 

 

  • executivos da Uber ativaram o chamado “kill switch” para cortar o acesso aos funcionários da empresa e impedir que as autoridades apreendessem provas durante operações em escritórios de pelo menos 6 países;

 

  • a Uber fez acordos com oligarcas em tentativa fracassada de entrar no mercado russo com apoio do Kremlin;

 

  • executivos da empresa discutiram como explorar a violência contra os motoristas da plataforma para enfrentar a resistência à sua expansão;

 

  • a empresa procurou desviar a atenção de suas obrigações fiscais ajudando autoridades a cobrar impostos de seus motoristas enquanto encaminhava seus lucros para paraísos fiscais, como Bermudas.

 

 

Em 2014, a Uber dominava o mercado de caronas nos Estados Unidos e almejava conquistar o resto do mundo. No ano, a empresa entrou em 31 países e provocou crises regulatórias por onde passou.

 

 

Em vez de passar pelo processo tradicional de licenciamento ou trabalhar para mudar as leis e regulamentos que regem os táxis e serviços semelhantes, a Uber simplesmente começou a operar. Oferecia grandes descontos para minar a concorrência e dava benefícios aos motoristas, os revertendo posteriormente.

 

 

A Uber adotou o mantra, como disseram duas pessoas ligadas à empresa: é melhor pedir perdão do que permissão.

 

 

A estratégia de guerrilha produziu um conjunto crescente de desafios que os executivos da empresa descreveram em uma apresentação como uma “pirâmide de merda”, composta por “ações de motoristas”, “investigações regulatórias”, “procedimentos administrativos” e “contencioso direto”.

 

 

Para superar os obstáculos, a Uber construiu uma rede de influência, com lobistas e orçamento global de US$ 90 milhões somente em 2016, conforme os documentos vazados.

 

 

Ao todo, os novos registros revelam mais de 100 reuniões entre executivos da Uber e funcionários públicos de 2014 a 2016, incluindo 12 com representantes da Comissão Europeia que não foram divulgadas publicamente.

 

 

  • funcionários da Comissão Europeia: 34 reuniões;

 

  • ministros: 19 reuniões;

 

  • Outros funcionários públicos: 14 reuniões;

 

  • Outros políticos: 13 reuniões;

 

  • Comissários Europeus: 9 reuniões;

 

  • Presidentes, primeiros-ministros: 7 reuniões;

 

  • Funcionários público de alto nível: 4 reuniões;

 

  • Vice-presidentes, vice-primeiros-ministros: 4 reuniões;

 

  • Membros de Parlamento: 3 reuniões;

 

  • Diretor Geral Europeu: 1 reunião.

 

Os registros mostram que os executivos do Uber se reuniram com o presidente francês, Emmanuel Macron, o então primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o então primeiro-ministro irlandês Enda Kenny e o então presidente da Estônia Toomas Hendrik Ilves, entre outros líderes mundiais.

 

 

MACRON

 

 

A Uber enfrentou fiscalização rigorosa das autoridades francesas e uma forte oposição dos serviços de táxi. As manifestações anti-Uber realizadas por taxistas se tornaram violentas e, em 2014, a Assembleia Nacional aprovou uma lei que regulava o serviço da plataforma.

 

 

Foi nessa época que Travis Kalanick, então CEO da Uber, se reuniu com o então ministro da Economia da França, Emmanuel Macron. Segundo os documentos, Macron teria dito aos reguladores para não serem “muito conservadores”, comprometendo-se a se encontrar com eles para ajudar a “corrigir a lei”.

 

 

Em 2015, a polícia suspendeu o serviço de UberX em Marselha devido a confrontos com taxistas. Mark MacGann recorreu a Macron, que disse que iria analisar pessoalmente a questão. Dias depois, a revogação foi revertida.

 

 

O gabinete de Macron disse que o setor francês de serviços estava em convulsão na época devido à ascensão de plataformas como a Uber. O escritório não respondeu a perguntas sobre a relação do atual presidente francês com a empresa.

 

 

PRESSÃO

 

 

Quando a Uber precisou de força política para se expandir, passou a contactar ex-funcionários dos governos locais para fazer lobby com ex-colegas. Por exemplo, Jim Messina, ex-vice-chefe de gabinete de Barack Obama. Ele tornou-se consultor político em 2013 e tinha a Uber como cliente.

 

 

Os documentos mostram que Messina perguntou a um lobista da Uber se ele deveria discutir os problemas regulatórios da empresa na Espanha com o então primeiro-ministro Mariano Rajoy. Adrian Durbin, porta-voz de Messina, disse que ele nunca fez lobby pela Uber ou falou com qualquer chefe de Estado em nome da empresa.

 

 

Quando acusada de quebrar as regras, a empresa solicitou aos clientes que atuassem como lobistas de base e assinassem petições “salve Uber”. E quando sua agenda parecia precisar de um “empurrão”, pagou a acadêmicos ​​para produzir pesquisas favoráveis.

 

 

A Uber recorreu a “investidores estratégicos”, pessoas com dinheiro e conexões políticas para influenciar as leis no exterior. O magnata francês das telecomunicações Xavier Niel investiu US$ 10 milhões e a editora alemã Axel Springer investiu US$ 5 milhões, assim como o magnata da moda francês Bernard Arnault.

 

 

Alguns lobistas e consultores da Uber receberam participações acionárias na empresa para entregar resultados favoráveis, de acordo com os documentos.

 

 

Para alcançar esses resultados, eles ofereciam a funcionários públicos descontos em viagens de Uber, almoços de “super alto nível”, conselhos sobre empregos, trabalho gratuito em campanhas políticas, contribuições de campanha e outros presentes e vantagens.

 

 

A Uber rejeitou qualquer sugestão de que recebeu tratamento especial de Macron ou de seu gabinete e enfatizou que ninguém que trabalha na Uber hoje está envolvido na construção de relacionamentos com oligarcas russos.

 

 

Kalanick renunciou, sob pressão, em 2017. Na época, investidores manifestaram preocupações sobre a cultura do local de trabalho da Uber, incluindo acusações de assédio sexual, discriminação racial e bullying. Ele permaneceu como diretor até o final de 2019.

 

 

A Uber disse que se concentrou em “reorientar toda a cultura” da empresa “de cima para baixo”. A companhia declarou investir “fortemente” em novas tecnologias e outros recursos de segurança para manter passageiros e motoristas seguros.

 

 

Acesse: Uber pressionou líderes e explorou violência ao se expandir (poder360.com.br)




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