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Trump e Bolsonaro se superam em crueldade ao cortar verbas de saúde

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Enquanto o planeta constrói uma rede de solidariedade para enfrentar o Covid-19, com sacrifícios e privações de todos em prol de um bem comum, emissários do mal como Donald Trump e Jair Bolsonaro expõem suas mais mesquinhas facetas.

 

A Organização Mundial de Saúde, organismo multilateral fundamental para as diretrizes das ações que visam a debelar a pandemia, está sendo penalizada por Trump com o corte da contribuição de US$ 400 a 500 milhões que os EUA fazem mensalmente. O corte vai durar 90 dias, segundo o anúncio de Trump, atingindo duramente a OMS justo no momento mais crítico de combate ao coronavírus. Mas na contramão dessa crueldade, a China anunciou nesta quinta (23/4) a doação de U$ 30 milhões à OMS para apoiar a luta contra a pandemia.

 

Em seus 194 países-membros a OMS atua com atividades que vão desde a promoção da vacina contra poliomielite ao apoio à nutrição infantil e desempenha papel de liderança no caso de pandemias.

 

A família Bolsonaro usou as redes sociais para celebrar a decisão cruel de Trump. Afinal, o governo Bolsonaro não paga suas contribuições à OMS desde o ano passado e acumula uma dívida de quase R$ 170 milhões com o organismo internacional. A última vez que o Brasil pagou a OMS foi em outubro e novembro de 2019, mas para quitar a dívida de 2018, deixada pelo governo Temer.

 

Mas não é só isso. Desde que assumiu a presidência, Bolsonaro vem achatando as verbas do SUS, que atende a população sem condições de pagar por atendimento particular: em 2019, foram R$ 13 bilhões a menos destinados pelo governo a saúde pública, a ponto de 43 entidades terem assinado uma carta denunciando o Brasil à ONU.

 

E para piorar a vergonha, no dia 20 de abril, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou – com 179 votos favoráveis – uma resolução de cooperação internacional para assegurar a todos os países o acesso a medicamentos, vacinas e equipamentos médicos de combate ao Covid-19. Só três países votaram contra: Estados Unidos, Hungria e Brasil.

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