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Trabalhadores sem-terra vão resistir a despejo em acampamento no interior de São Paulo

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MST lembra que já mantinha negociações com autoridades e o próprio proprietário. “Decisão é um ultraje”, diz militante, lembrando também da pandemia

 

 

 

Trabalhadores sem-terra se organizam para resistir e permanecer no Acampamento Marielle Vive, em Valinhos, no interior paulista, a pouco mais de 80 quilômetros da capital. Na última terça-feira (23), o Tribuna de Justiça de São Paulo determinou o despejo dos acampados. De acordo com o MST, há 450 famílias no local. “

 

 

 

“A decisão é um ultraje na questão dos direitos humanos”, afirma Tassi Barreto, militante do movimento e integrante da coordenação do acampamento. “Nós estamos falando de 450 famílias, mais de 150 crianças, em um período de pandemia. Uma decisão que não leva em consideração as negociações que estávamos fazendo com o Ministério Público, com a prefeitura, inclusive até com o proprietário”, acrescenta.

 

 

 

Meio ambiente

 

 

 

“A fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários, local onde está o acampamento, comete crime constitucional há anos, não cumprindo a função social da terra. Além disso, degrada o solo e o meio ambiente”, afirma o MST. Para a organização, se prevalecer a decisão do TJ pela posse precária, o local voltará a ser destinado à especulação imobiliária, “usurpando a terra em detrimento do social, das leis, do direito à moradia e à reforma agrária”.

 

 

 

As famílias estão no local há mais de três anos. “Quando a gente entrou, era puro pasto sem nenhum gado, tudo abandonado. E a gente transformou o local, e estamos transformando”, lembra Tassi. “Tem produção agroecológica, a gente se alimenta do que colhemos e também fazemos doações. Nós temos uma cozinha coletiva permanente em que fazemos três refeições diárias.”

 

 

 

A coordenadora do acampamento afirma que haverá resistência. “Nós não vamos aceitar essa decisão, a gente vai recorrer, entrar com os recursos legais para a reversão e pra que a gente tenha o direito à reforma agrária popular. Nós temos geração de renda, através do artesanato e das próprias feiras que participamos com nossos produtos. Então, o Marielle Vive é hoje um local de moradia, de segurança pras famílias, pras crianças, com atividades educativas, pedagógicas, culturais e de lazer. Ele é uma construção de um sonho, de viver em comunidade, um sonho de construir o poder popular, de autoconstrução, todos e todas participando ativamente para a existência da comunidade.”

 

 

 




 

 

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