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Trabalhadores se mobilizam em defesa do PL 2.564, que estabelece Piso Nacional da Enfermagem

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A pandemia da Covid-19 no Brasil evidenciou a importância do Sistema Único de Saúde, e também mostrou a força de trabalhadores invisíveis que atuam na linha de frente, em hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Profissionais que merecem muito mais que palmas, necessitam de valorização com salários justos e condições de trabalho adequadas.

 

A valorização profissional desses trabalhadores fizeram parte das mobilizações da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) e das federações de trabalhadores da saúde, em todo o país, mas de uma forma diferente, com uma programação especial de seis horas ininterruptas nesta quarta-feira, 30 de junho, transmitidas de forma online no programa Enfermagem em Pauta no Facebook e no Youtube. Foram atos presenciais, nas cidades de Fortaleza no Ceará, Maceió em Alagoas, Palmas no Tocantins, São Paulo, Curitiba no Paraná, e Pelotas no Rio Grande do Sul mobilizando trabalhadores na frente de hospitais, de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou de postos de saúde. Em defesa do PL 2564 com a proposta de estabelecer um piso nacional da Enfermagem, que tramita atualmente no Senado.

 

“A mobilização precisa continuar forte, e esta transmissão neste dia 30 mostrou a importância desta luta. O Congresso Nacional funciona sob pressão”, destacou o presidente da CNTS, Valdirlei Castagna em mesa redonda com a presidenta da Federação Nacional dos Enfermeiros e do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Shirley Marshal Díaz Morales.

 

É hora de corrigir uma desvalorização de décadas de milhares de profissionais da enfermagem que merecem jornada de 30 horas, piso salarial, aposentadoria especial, dimensionamento de equipes adequado e mais equipamentos de proteção individual”, acrescentou Castagna. Estima-se que são 2,2 milhões de profissionais da Enfermagem no país.

 

Pesquisa sobre trabalhadores invisíveis da saúde

 

A coordenadora da pesquisa, Maria Helena Machado, pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz sobre “Os trabalhadores invisíveis da saúde: Condições de Trabalho e Saúde Mental no contexto da Covid-19 no Brasil” da Fiocruz concedeu entrevista no programa. O estudo deve ser concluído nesta primeira quinzena de julho e quer mostrar as condições de trabalho dos profissionais de saúde do nível médio e básico. E que já havia sido tema de matéria aqui no JBP.

 

Além de médicos e enfermeiros, são os técnicos e auxiliares de Enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais que atuam em laboratórios, na higienização, agente indígena de saúde e de saneamento; maqueiro; condutor de ambulância; pessoal de agência funerária e cemitérios, coveiros; pessoal de nutrição/cozinha hospitalar (cozinheiro, auxiliar de cozinha/copeiro); pessoal de atividades administrativas (auxiliar assistente administrativo, RH, gerência de saúde, auxiliar de lavanderia, serviços gerais, faxineiro, servente, coletor de resíduos sólidos, coletor de lixo hospitalar e afins; pessoal de manutenção geral, eletricista, oficial de manutenção, técnicos em eletrônico e equipamentos biomédicos/hospitalar citar algumas categorias.

 

 

Trabalhadores que estão expostos à contaminação por Covid-19 e que adoeceram nesta pandemia. Dados apontam que fazem parte de um universo de 1,5 milhão de trabalhadores desprotegidos, mas que fazem parte de uma realidade que precisa ser conhecida.

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