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Trabalhadores da saúde cobram medidas rígidas do governo gaúcho para conter o avanço da Covid-19

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Estado permanecerá mais uma semana em bandeira preta

 

Protesto dos trabalhadores da Saúde do Postão da Vila Cruzeiro, em Porto Alegre pedindo mais condições para atuarem na linha de frente. Crédito – Luiza Prado/Jornal do Comércio

 

 

O Rio Grande do Sul permanecerá mais uma semana em bandeira preta, devido ao agravamento da pandemia da Covid-19, o anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite (PSDB) nesta sexta-feira, 05 de março. Pediu atenção redobrada com os cuidados, no mês de março. Pelo quarto dia consecutivo, o Estado enfrenta lotação acima de 100% nos hospitais gaúchos, em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

Entidades, representantes dos trabalhadores em saúde cobram medidas mais rígidas no enfrentamento à Covid-19 e o apoio aos menos favorecidos com políticas públicas emergenciais. Além do quadro de colapso do sistema de saúde gaúcho, também manifestam preocupação com o Ofício Circular do Departamento de Regulação Estadual – DRE Nº 004/2021, que autoriza a ocupação de todas as áreas disponíveis para novos leitos de internação Covid tanto de UTI quanto clínico. “Os hospitais atenderam a determinação, porém não contrataram novos profissionais, sobrecarregando ainda mais os já exaustos profissionais da linha de frente”, alertam as entidades em carta, enviada ao chefe do Executivo estadual, nesta quarta. 3 de março. O documento lembra as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da saúde, “um setor já aviltado pelo reduzido quadro de funcionários, foi penalizado ainda mais”.

 

 

Mais de 27 mil profissionais de saúde contaminados

 

 

Na carta, encaminhada ao governador , os representantes das entidades de trabalhadores destacaram o colapso na saúde pública, e o avanço das contaminações entre os profissionais de saúde.

 

 

“Na linha de frente, já chegamos à marca de 27.126 profissionais em saúde contaminados. São auxiliares e técnicos em enfermagem, higienizadores, da copa, cozinha, lavanderia, farmácia, que não têm mais forças para continuar neste ritmo desordenado. Estamos diante de jornadas duplas, cancelamento de férias e folgas, não pagamento e atrasos dos salários, falta de reajustes e falta de equipamentos. Esse quadro se agrava através de demissões e de pedidos de desligamentos, gerados pela incompreensão de chefias que assediam os profissionais no dia a dia e também pelo adoecimento desses, tanto física quanto mentalmente. Há dias em que a situação é tão insuportável, que os profissionais recorrem a banheiros ou outros locais das instituições para chorar convulsivamente e recuperar as forças para o atendimento dos infectados pelo Covid. Além disso, com o número reduzido, a possibilidade de descanso é rara, o convívio com os familiares fica em segundo e terceiro plano e o desespero toma conta de todos”.

 

Registram o número de 650 mil infectados e em torno de 13 mil mortos, com 2.864 leitos de UTI Covid ocupados. “O tão falado esgotamento aconteceu, tanto que o maior hospital privado da capital, o Moinhos de Vento instalou um container para repositório dos pacientes mortos.

 

No documento apoiam a manutenção da bandeira preta em todo o Estado e o fim da co-gestão, mas avaliam que ainda não é o suficiente. Querem medidas mais duras de isolamento. “Apenas liberando para serviços essenciais à vida, maior rigor na fiscalização de deslocamentos e aglomerações, através de barreiras sanitárias e brigadas com poder de polícia”. Além de defender um lockdown imediatamente, por tempo a ser avaliado de acordo com os especialistas da área. E cobram uma política imediata de distribuição de renda em substituição ao auxílio emergencial.

 

 

Assinam o documento, a Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (FEESSERS), e Sindisaúde filiados, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS), e Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS).

 

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