Carlos Bolsonaro é suspeito de praticar rachadinha, nomear “funcionários fantasmas” e movimentar R$ 7 milhões no esquema

 

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinoua quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos) na investigação que apura a contratação de funcionários “fantasmas” no gabinete do parlamentar. Outras 26 pessoas e sete empresas também tiveram os sigilos quebrados.

Em setembro do ano passado, a Globo News publicou denuncia de que o gabinete de Carlos Bolsonaro havia pago R$ 7 milhões a funcionários suspeitos de serem “fantasmas”: “O valor não foi atualizado pela inflação e consta em um ofício que está anexado à investigação do Ministério Público contra Carlos Bolsonaro por peculato – quando um funcionário público desvia dinheiro para uso próprio”, dizia a matéria.

No entanto, nesta semana, pela primeira vez desde o início da investigação, em 2019, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) levantou a possibilidade de um esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos na Câmara de Vereadores.

O pedido da quebra de sigilos foi feito pelo próprio MP RJ. A decisão da 1ª Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do TJRJ foi dada em 24 de maio. Carlos é suspeito de praticar rachadinha e nomear “funcionários fantasmas”.

Segundo reportagem da Globo, em 2019, Carlos empregou sete parentes de Ana Cristina Valle, segunda esposa de Jair Bolsonaro e sua ex-madrasta. Duas pessoas admitiram que nunca trabalharam para o vereador, embora estivessem nomeados.

Marta Valle, por exemplo, que é cunhada de Ana Cristina, sempre morou em Juiz de Fora, Minas Gerais, mas passou mais de sete anos lotada no gabinete de Carlos, no Rio. O salário de Marta era de R$ 9,6 mil.

Do 247 e G1 com edição do JBP