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Territórios Culturais: coletivos de iniciativas socioculturais do DF se reúnem em projeto único

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Arte e cultura presentes nos quatro cantos do Distrito Federal formam rede de cooperação para promoção e produção da cidadania e da defesa do direito à cidade

 

Nestes 60 anos, desde a inauguração da nova capital, incontáveis iniciativas culturais surgiram em meio ao expressivo caldeirão multicultural que é o Distrito Federal; nos últimos 30 [anos] essa produção vem ganhando mais força, chegando a ditar movimentos culturais.

 

Ao Rock Brasília, dos anos 1980, sem esquecer a cena de teatro de grupo e a efervescente agitação cultural de Taguatinga-DF, na década de 1990, somam-se os inúmeros projetos de formação de plateia e o surgimento de espaços.

 

Com a virada para o século XXI, o fazer artístico se aproxima das ações sociais e do empoderamento das minorias marginalizadas. Surgem, então, projetos e iniciativas com raízes na promoção da cultura popular e na arte urbana periférica, onda que ganha fôlego na segunda década do século.

 

Os pontos e causas em comum, destas iniciativas recentes, fizeram surgir o Territórios Culturais – uma rede de espaços, coletivos e projetos culturais de recortes diversos, porém, nos quais, se fazem prevalecer atuações socioculturais, a defesa do direito à cidade e a promoção da cidadania.

 

Em fase inicial de implementação, a rede envolve 14 (quatorze) iniciativas de oito Regiões Administrativas do DF – Ceilândia, Plano Piloto, Guará, Paranoá, São Sebastião, Planaltina, Taguatinga e Samambaia.

 

Territórios Culturais se abre para a população com atividades formativas e apresentações realizadas no ambiente virtual, se fazendo chegar através das plataformas YouTubeFacebook e Instagram. Tudo será transmitido gratuitamente e acessível para todos os públicos.

 

Dentre as iniciativas envolvidas na rede estão: Afro Comunidades; Amigos do Centro Histórico; CAPtal Grafitii; Casa Akotirene; Casa Roxa; Coletiva Pretinhas; Da Barragem Pra Cá; Escola Livre Mercado Sul; A Pilastra; Poesia nas Quebradas; Poesianoá; Sebastianas; e Território Paranoá.

 

 

Territórios Culturais nasce fruto de emenda parlamentar promovida pelo deputado Fábio Felix (Psol), que no ano de 2019 criou o Edital Realize!, um mecanismo, inédito, de editalização das emendas dispostas para o setor cultural. Tal mecanismo deu oportunidade a agentes e coletivos culturais que nunca haviam obtido êxito na captação de recursos. A gestão do projeto é da AAMA – Associação Artística Mapati, e com fomento da SECEC – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

 

Da Barragem pra cá  /  Foto de Heloisa Caetano

 

Os Territórios Culturaissinopses sobre atuaçãoprogramação e as atividades, que trazem para esta fase de implementação do projeto:

 

De Ceilândia, a Casa Akotirene, lar de cultura e empoderamento artístico para mulheres e LGBTQI’s, oferece Capacitação, inclusão e formação em ferramentas para a elaboração de currículos e entrevistas de emprego, a fim de gerar autonomia e renda. A palestra ocorreu dia 2 de novembro, através da plataforma Zoom, e se repete em 2 de dezembro. Inscrições pelo telefone (61) 9.8659-4390.

 

CAPtal Graffiti, com base em Ceilândia, apresenta duas Aulas, sobre técnicas manuais e instrumentos de trabalho no graffiti, e uma teórica sobre o mercado de trabalho, construção de portfólio e posicionamento no setor. Dias 5, 9 e 13 de novembro, as aulas podem ser assistidas no IGTV do perfil @captalgraffiti no Instagram.

 

Uma Oficina Interação & Intervenção com as Drags Larissa Hollywood e K Halla, é o que apresenta o Território Insurgências do Plano Piloto. A oficina visa provocar investigações para performers construírem números cênicos a partir de jogos interativos com imagens e sons. A oficina, que aconteceu nos dias 6 e 7 de novembro, pode ser assistida em youtube.com/dragkhalla.

 

Território Cultural, do Paranoá e que nasce apresenta suas atividades com a realização do projeto Territórios Culturais, estreia com show da Mestra Martinha do Coco. O lançamento acontece dias 7 e 14 (neste às 16h) de novembro e pode ser assistido no perfil da artista em @martinhadococoparanoa.

 

AfroComunidades, de Taguatinga, com atuação na luta contra o racismo e qualquer forma de abuso que atente aos direitos humanos, convida para Rodas de ConversaVivências Afro sobre corte e costura, adereços, culinária e Oficina de Ritmos Afro Religiosos. Realizadas dias 7, 14, e 21, às 20h, de novembro em @ase.dudu, no Facebook.

 

De Planaltina, a Associação dos Amigos do Centro Histórico, cuja missão é preservar o patrimônio material e imaterial da região, realiza uma Oficina de Filtros do Sonho com materiais coletados no Cerrado, com Diogo Oliveira, e promove Pocket Show com Caster Borges. Oficina e show acontecem dia 10 de novembro, às 19h e às 20h (respectivamente), através do perfil instagram.com/_djmica/.

 

Poesia nas Quebradas, de Planaltina, aborda o movimento Hip Hop e seus avanços como cultura urbana, de modo a resgatar a memória desse movimento, trazer para atualidade e seus desdobramentos. Live ocorre dia 10 de novembro, às 20h, na Fanpage @poesianasquebradas, no Facebook.

 

Do Guará, a galeria de arte e espaço multiuso A Pilastra, um apartamento transformado em espaço híbrido para servir como sustentação de artistas em resistência, veicula Podcast, gravado por jovens curadoras, sobre os processos e estratégias para desenvolver pesquisas, apresentá-las e conseguir manter a carreira. Disponível a partir do dia 10 de novembro, em @a.pilastra, no Instagram.

 

Coletiva Pretinhas, de Samambaia, cujo objetivo é valorizar iniciativas de cultura comunitária protagonizadas por mulheres negras e/ou grupos LGBTQ+, promove o Diálogos Culturais, de interação e fortalecimento de artistas negras/os independentes que vivem e atuam em Samambaia. As live estão marcadas para os dias 19 e 26 de novembro, a partir das 19h, em @coletivapretinhas, no Instagram.

 

Da Escola Livre Mercado Sul, de Taguatinga, cujo intuito é preservar a história do Mercado Sul de Taguatinga em sua dimensão arquitetônica e escala humana, tem a 73ª Edição da Ecofeira Mercado Sul. A feira é um espaço comunitário e colaborativo de exposição, troca e venda de produtos e serviços que seguem princípios ecológicos e da economia solidária. Além disso, é espaço de convívio, diálogo, pesquisa, comunicação livre, reflexão, provocação e arte. Live de apresentação da feira acontece dia 21 de novembro nos canais do Mercado Sul @mercadosulvive no Instagram e no Facebook.

 

Do Paranoá e Itapoã, o coletivo Da Barragem pra cá, que reúne artistas e instrumentistas do tambor de crioula a da batalha de rima, promove uma Oficina Percussiva de ritmo Sató, tradicional do Candomblé Jeje, no culto ao Vodun Gbèsén. A oficina será ministrada dias 22 e 23 de novembro no perfil @dabarragempraca, no Instagram.

 

Casa Roxa, espaço de troca, cuidado e acolhimento para o fortalecimento de lésbicas e outras pessoas de identidades LGBTI com sede em Samambaia, ministra Oficina sobre expressão e manifestação a partir das suas corpas políticas e Experiências em relação ao autocuidado e autoconhecimento. A oficina acontece dia 22 de novembro, a partir das 18h, na plataforma Zoom, inscrições pelo telefone (61) 9.8254-3699. Contato: Lélia de Castro – 9.8254-3699

 

Vindas de São Sebastião, as Sebastianas, coletivo feminista de valorização artística, promovem o Baile das Sebastianas, Além do Baile, virtual, um Debate sobre a história da cultura local e performances. Ambos ocorrem no dia 27 de novembro, a partir das 18h, no perfil @assebastianas.df, no Instagram.

 

Com sede no Paranoá, o Poesianoá traz uma nova edição do concurso de slam no formato Poesianoá de Casa. Um estimulo a participantes enviarem declamações de poesias, com o tema livre, em vídeos, expressando sentimentos e perspectivas. Serão selecionados 10 vídeos de até dois minutos. Apresentações se dão no dia 28 de novembro, a partir das 19h, em @poesianoa, no Instagram.

 

Com a implementação do Territórios Culturais, serão gerados aproximadamente 70 empregos diretos e cerca de 200 indiretos. Estima-se alcançar um público de cerca de duas mil pessoas.

 

 

Endereços físicos [dos Territórios Culturais] e contato para mais informações

 

Casa Akotirene: QNN 23, Conj. J, Casa 35, Ceilândia. Contato: Jusianne Castilho – 9.8659-4390

 

CapTAL Graffiti: QNN 08, Conj. P, Casa 34, Ceilândia. Contato: captalgraffiti@gmail.com

 

Insurgéncias: SHCGN 707, Plano Piloto. Contato: Gustavo Letruta – 9.8652-1068

 

Território Cultural: Cond. MS Entre Lagos, Qd. 02, CJ N, Lote 34, Paranoá. Contato: Cleudes Pessoa – 9.9188-0560

 

Afrocomunidades: SHPS 703, Conj. C, Chácara 95A Pôr do Sol, P. Sul, Taguatinga. Contato: Alysson Cintra – 9.9262-6700

 

Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planaltina: Rua Bernardo Sayão Qd. 148, Casa 11, Planaltina. Contato: Simone Macedo – 9.9279-0003

 

Poesia nas Quebradas: Qd. 3, Conj. C, Casa 51, Vila Buritis, Planaltina. Contato: Ravena Carmo – 3389-3107

 

A Pilastra: QE 34, Conj. E, Casa 27, Guará II. Contato: Mateus Lucena – 9.8318-1879

 

Coletiva Pretinhas: QR 112, Conj. 10, Lote 1, Casa 2, Samambaia Sul. Contato: Julia – 9.8243-3293

 

Mercado Sul: QSB 12, Loja 5, Taguatinga. Contato: Daniela Rueda – 9.8127-7422

 

Da Barragem pra cá: Ateliê Adaró, Avenida Paranoá, Conj. 8, Lote 2, Paranoá. Contato: Ana Paula – 9.9277-3674

 

Sebastianas: Qd. 102, Conj. 3, Casa 7, São Sebastião. Contato: Loba Makua – (81) 9.9966-5809

 

Coletivo Poesianoá: Nzambi Paranoá, Qd. 2, Paranoá. Contato: Heloísa – 9.9288-8153

 

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