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Tempos… (uma reflexão sobre o momento)

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Tudo isso que está acontecendo à humanidade enquanto coletividade é uma reação, enquanto humanidade tudo isto foi pedido e está sendo dado. É o resultado de não saber utilizar os recursos, os presentes que nos são dados, de não saber equilibrar, de não compartilhar. Independente de fé, religião, ideologia, tanto faz, temos responsabilidades enquanto habitantes desse planeta.

 

Todos nós sabemos muito bem, antes dessa pandemia já existia fome, miséria, guerras, massacres e tantas outras mazelas. O sistema vigente não funciona e não funciona há tempos. Acho que pode – se dizer até que nunca funcionou. Mesmo assim continua sendo perpetuado por todos, uns em maior escala outros em menor.

 

Todos nós somos responsáveis, pelo que acontece conosco e aos que nos cercam. Já sabemos que nosso sistema estrutural é frágil, débil, injusto e desequilibrado. E a quanto tempo a humanidade sabe disso? Desde sempre, novamente uns mais outros menos. O que rege a nossa forma de viver de maneira geral no mundo é o egoísmo, o pior que há na humanidade, a causa de todos os outros males.

 

Durante séculos, nos orgulhamos da nossa evolução, mas o que realmente aprendemos? Muito pouco do que realmente importa. E enquanto isso, o que está acontecendo, o que os nossos líderes estão fazendo? De maneira geral, a maior parte deles, preocupados com suas próprias economias e nações. Mas nós somos um todo, não somos somente um, nem somente uma nação, somos todos e um planeta.

 

Percebo um aprendizado aterrorizador neste momento, pode até se usar aquela expressão, “ou vai ou racha”, como se alguma coisa além de nós estivesse dizendo, “aprendam enquanto ainda há tempo”.

 

Este momento único e singular em nossa história, é a possibilidade e a responsabilidade de começarmos a ver e viver de maneira totalmente diferente, não por causa do vírus, mas por causa das reflexões que estão sendo geradas a partir da situação. Não dá mais para ficar fingindo e vivendo na ilusão capitalista da matéria, da ambição desproporcional e do cerceamento inconsciente. É preciso acordar e enxergar novas possibilidades para tudo.

 

Olhar para o futuro com o aprendizado dos que vieram antes de nós como bagagem, com a nossa história como lembrete, para que possamos alçar novos voos, novas formas, novas habilidades, novos saberes e especialmente, para que possamos aprender a viver em real harmonia entre nós, enquanto humanidade e com o todo que nos cerca.

 

Luciana Ribeiro é Jornalista
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