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Tecendo o Amanhã: “Não há pátria sem patrimônio”

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O programa Tecendo o Amanhã tem promovido um grande debate sobre a soberania nacional e a privatização do patrimônio e riquezas do Brasil. “A privatização da Eletrobrás representa entrega ao controle estrangeiro de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. O Brasil está na contramão. Na Europa, a tendência é estatizar setores estratégicos, pois o serviços das multinacionais são caros e ruins”, ponderou Fernando Siqueira

Na semana passada, Beto Almeida, jornalista e apresentador do programa, juntamente com Francisco Soriano, diretor da TVC, entrevistaram Fernando Siqueira, diretor Administrativo da AEPET. O tema desta edição é a dura verdade que o Brasil irá colher no futuro se for desintegrado, como tem sido, pelos neoliberais.

 

 

Não é à toa que o tema do programa é “Não há pátria sem patrimônio”. Durante a entrevistsa, Siqueira avisa: “O pré-sal é maior oportunidade que o Brasil tem de deixar de ser o eterno país do Futuro.” Ele fez um relato histórico do permanente assédio aos abundantes recursos naturais do Brasil e o impacto negativo no desenvolvimento soberano do país.

 

 

O diretor da AEPET também lembrou as pressões e constrangimentos coordenados, desde 1977, pelo ex-Secretário de Estado dos Estados Unidos, Henri Kinsinger, para que os países hegemônicos garantissem acesso aos recursos naturais não renováveis.

 

 

“Em 1978, nos acordos comerciais da Rodada Uruguai, foram estabelecidas as metas do neoliberalismo: privatizações em massa – principalmente na América Latina para obstruir o desenvolvimento de países potencialmente hegemônicos, como Brasil e China. Entre as prioridades, acabar com Mercosul e garantir as patentes das multinacionais”, disse, ponderando que tais medidas preparavam o caminho para o Consenso de Washington, que veio em seguida e hoje vive sua crise mais aguda.

 

 

Ele disse também, durante a entrevista, que o pré-sal representa “a maior oportunidade que o Brasil tem de deixar de ser o eterno país do Futuro”. Destacou que o País é dono da 12ª reserva de água potável do mundo e, sobre a privatização da Eletrobrás, considerou um crime de lesa-pátria. “A privatização da Eletrobrás representa entrega ao controle estrangeiro de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. O Brasil está na contramão. Na Europa, a tendência é estatizar setores estratégicos, pois o serviços das multinacionais são caros e ruins”, ponderou.

 

 

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