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Supremo Tribunal Federal suspende perfis em redes de jornalistas da “Jovem Pan”

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Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo e Guilherme Fiuza (demitido em novembro) são investigados pela divulgação de discurso de ódio e por estimular atos antidemocráticos

 

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou suspender as contas nas redes sociais dos jornalistas bolsonaristas Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo. Os três são investigados pela divulgação e promoção de discursos de ódio e por estimular atos antidemocráticos. Nesse sentido, o objetivo da apuração, que corre em sigilo de Justiça, é saber quem estaria financiando os ataques articulados contra as instituições democráticas.

 

 

A maior parte dos perfis foi derrubada na noite de ontem (3), mas outros já estavam fora do ar há alguns dias. Agora, as contas do trio no Twitter, Facebook, Instagram, Youtube e Telegram não estão disponíveis.

 

 

Em 30 de dezembro, o Twitter já havia suspendido as contas de Constantino e Figueiredo. Outras plataformas, como YouTube, Instagram, Telegram e Facebook, também derrubaram os perfis, por infringirem as normas das respectivas plataformas.

 

 

Agressões e mentiras

 

 

Todos comentaristas da Jovem Pan, eles ganharam destaque ao fazer defesa raivosa das ações e declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro. Auxiliaram na disseminação de mentiras sobre a pandemia de covid-19 e também passaram a referendar os ataques do ex-presidente ao STF, em especial a Alexandre de Moraes – inclusive com ofensas pessoais.

 

 

Mais recentemente, endossaram as suspeitas e denúncias sem provas de Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral brasileiro, questionando a legitimidade do pleito que resultou na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também estimularam os bloqueios de rodovias e manifestações golpistas nas portas dos quartéis que clamavam por intervenção militar para barrar a posse do presidente eleito.

 

 

Durante a campanha, Ricardo Fiuza desacatou decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou que o canal garantisse três direitos de resposta a Lula. Isso porque a Jovem Pan, por meio de seus jornalistas e comentaristas, veiculou declarações falsas ou distorcidas feitas sobre o então candidato. Fiuza foi demitido em 1º de novembro.

 

 

Ele e outros comentaristas daquela emissora chegaram a dizer que Lula “mente” sobre sua inocência nos processos da Operação Lava Jato, ignorando e não aceitando que ele obteve 26 vitórias na Justiça – ou seja, em todos as ações que foram movidas contra ele.

 

 

Além disso, também alardearam diversas mentiras sobre Lula, como a de que ele perseguiria cristãos e fecharia templos e igrejas, se fosse eleito. Ou ainda a de que o presidente teria sido o mais votado em presídios no primeiro turno.

 




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