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STF autoriza Bolsonaro a esquartejar Petrobrás e vender os pedaços

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“Com o Supremo, com tudo”, governo vai entregar refinarias, gás e combustíveis da maior empresa brasileira, empobrecendo o país

 

Antes da derrubada da presidente Dilma Rousseff em 2016, um diálogo gravado entre o senador Romero Jucá (MDB-RR) o empresário Sergio Machado, da Transpetro, deixou claro para o mundo como seria a base do golpe que teria início naquele ano para dominar o jogo político brasileiro. Machado disse: “Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer]… É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional, sugere Machado.” E Jucá respondeu o que seria a garantia de tudo: “Com o Supremo, com tudo”.

 

E para mostrar mais um capítulo da certeira afirmação de Jucá, que nunca foi incomodado pelo que disse, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou nesta quinta-feira (1º) a decisão de dar carta branca ao presidente Jair Bolsonaro para entregar – sem consulta ao Congresso Nacional – oito refinarias e as distribuidoras de gás e combustíveis da Petrobrás.

 

“Com o Supremo, com tudo”, o governo Bolsonaro vai esquartejar e vender a maior empresa brasileira aos pedaços. A Petrobrás foi autorizada pelo STF a ser assassinada com requintes de crueldade para depois ser distribuída a empresas estrangeiras, que nem de longe pagarão o real valor desse patrimônio nacional.

 

Foram 6 votos a 4 a favor de manter o plano de venda da Petrobrás do jeito que o governo Bolsonaro sugeriu. Votaram contra o Brasil e a favor de Bolsonaro os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Foram contra Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Celso de Mello não participou do julgamento.

 

Com a decisão, a Petrobrás está livre para seguir com o plano golpista de desinvestimentos que prevê venda de vários ativos, com destaque para a entrega de aproximadamente metade da capacidade de refino do Brasil.

 

Uma coisa é certa: o preço da gasolina não vai baixar, mas os empregos gerados direta e indiretamente pela Petrobrás diminuirão muito.

 

 

Ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, favoráveis ao esquartejamento da Petrobrás (Arquivo/Agência Brasil)
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