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Socióloga indígena eleva o tom contra o genocídio do seu povo em live que debate Órfãos da Covid-19

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Live foi realizada no Canal da Xapuri Socioambiental acerca de uma proposta inédita no mundo

 

A socióloga indígena, Avelin Buniacá Kambiwá fez uma denúncia grave e séria quanto aos efeitos da pandemia e da forma genocida que o governo Bolsonaro está atuando diante dos povos indígenas. Ela participou ontem à noite da live Órfãos da Covid -19 promovida pela revista Xapuri Socioambiental, no canal do Youtube, representando a Rede de apoio às famílias das vítimas da Covid 19.  Participaram também o jornalista Walberto Maciel, autor do Ebook Órfãos da Covid-19 e a pedagoga, Iolanda Souza como mediadora pela Xapuri.

 

Segundo Avelin 40% das crianças indígenas do Brasil estão morrendo de diversas formas por conta do descaso do governo com os povos originários do País. “É muito importante participar desta live porque o tema colocado neste debate, a orfandade provocada pela Covid-19 está no mundo todo, mas em um recorte mais específico atinge de cheio as crianças indígenas porque a relação de parentela é vista e praticada de forma diferente por nós”, disse a socióloga.

 

Segundo ela o conceito de pai e mãe nas aldeias é universal. Toda aldeia cuida de uma criança desde o seu nascimento até chegar a idade adulta. Então se “encantam-se” – morrem no entendimento indígena, qualquer índio na aldeia, as crianças perderam um pai, uma mãe. “ Se morre um pagé, um curandeiro, um cacique, um caçador, guerreiro, o sentimento é o mesmo. Todos ficamos órfãos”, disse Avelin Kambiwá.

 

O momento mais aquecido da live no entanto, foi quando a socióloga referiu-se às ações do Exército Brasileiro. “Não tenho admiração nenhuma pelas forças armadas brasileiras e muito menos pelo Exército que sempre foi uma força inimiga dos povos indígenas e sempre foi usada para reprimir e oprimir os povos indígenas”, disse Avelin.

 

Ela destacou que o Brasil perde atualmente 40% das crianças indígenas que morrem por pura falta de atenção para as crianças no Brasil. “Como sociedade civil nós temos que fazer o governo cumprir as Leis que existem e que não são cumpridas”, disse referindo-se à própria Constituição Federal e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

 

Em outra participação, Avelin afirmou que o governo Bolsonaro trabalha para destruir os povos indígenas brasileiros que o genocídio não acontece só por causa da pandemia, mas principalmente desde que ele assumiu o governo e cumpre o que colocou na campanha. “Não foi demarcado um metro de terra para os povos indígenas por este governo. Estão acontecendo invasões das aldeias, roubo de madeira, exploração das riquezas naturais nos territórios que já estão definidos de uso fruto dos índios”, disse.

 

Campanha- Avelin que participou como convidada da Revista Xapuri Sócio Ambiental para debater a campanha Órfãos da Covid-19, que se propõe a criar um Fundo de Amparo para as Crianças que estão ficando órfãs por conta da Covid disse que vai mobilizar as lideranças que tem acesso à internet para participarem da campanha, que caso seja lida e votada no Senado Federal pode ajudar muito as crianças nesta situação, inclusive as crianças indígenas.

 

A campanha lançada no dia 18 de novembro do ano passado precisa de 20 mil apoios na página E-cidadania, do Senado Federal para ser lida na Comissão de Direitos Humanos daquela Casa e tramitar como uma proposta de Lei dentro do Congresso Nacional. Para apoiar a ideia, clique aqui.

 

Em setembro do ano passado, o jornalista Walberto Maciel escreveu o E-book Órfãos da Covid-19 que está sendo distribuído para leitura gratuita nas redes sociais pelo link: http://bit.ly/ebookdowalberto e em novembro ele lançou a campanha Órfãos da Covid-19 que está posta no site do Senado. Para arrecadar fundos para a campanha e fundar uma Ong de apoio à campanha, Walberto Maciel colocou o E-book à venda (clique aqui para comprar) a R$12,99. O Ebook também está sendo comercializado em inglês e português na Amazon a R$24,99 e 80% da arrecadação líquida com a venda do Ebook será repassado para as crianças órfãs por conta da Covid-19 através do Fundo a ser criado ou pela Ong que está sendo formada por Walberto Maciel. “ O mais importante de todo este debate é que questões que até então eram invisíveis perante o púbico está aparecendo com a discussão acerca da orfandade na pandemia. Tem o problema do óbito, das crianças indígenas, dos idosos, do pequeno empreendedor que trabalhava na rua e não tem mais como conseguir seu pão” enfim todas situações que precisam ser vistas e revistas durante e após a pandemia.

 

Com informações de Cria Atividade Comunicação
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