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Siqueira: Petrobrás precisa retomar seu viés nacionalista

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“Temos esperança de que a Petrobrás volte a ser uma empresa em defesa do patrimônio nacional, do desenvolvimento do país e contra a miséria do povo”

 

 

Na entrevista que concedeu à rádio RBA Litoral, de Santos (SP), o diretor Administrativo da AEPET, Fernando Siqueira, reforçou as oito propostas da Associação ao futuro presidente da Petrobrás. Para Siqueira, a grande esperança é de que a nova gestão comece por restaurar o monopólio estatal sobre o petróleo. A AEPET defende também a reversão da venda dos ativos e a recompra da BR Distribuidora e das redes de gasodutos, vendidas a um preço que em pouco tempo será recuperado a partir da própria lucratividade dessas empresas.

 

 

Além da mudança na politica de preços, a AEPET avalia que a estatal deve reduzir a exportação de petróleo para agregar valor ao que é produzido no país. Para tanto, Siqueira frisou serem necessárias a recompra das ações negociadas em Nova Iorque e a retomada do programa de conteúdo nacional.

 

 

“Quando havia incentivo às compras no mercado interno, a partir de um programa de nacionalização do qual participei ainda no governo Geisel, foram criadas 1500 fornecedoras, que demandavam encomendas para outras 3500 empresas. Chegamos a comprar 95% no mercado nacional. Mas FHC isentou o ICMS das estrangeiras e as 5 mil empresas foram dizimadas ou compradas por elas”, criticou, acrescentando que as últimas gestões abandonaram também os programas para a energia renovável.

 

“Temos esperança de que a Petrobrás volte a ser uma empresa em defesa do patrimônio nacional, do desenvolvimento do país e contra a miséria do povo”, resumiu.

 

Assista na AEPET TV

 

Conheça as propostas da AEPET para o setor energético e a Petrobrás:

 

1 – Restauração do monopólio estatal do petróleo, exercido pela Petrobrás;

 

 

2 – Reversão da privatização dos ativos da Petrobrás, destacando a BR Distribuidora, refinarias, malhas de gasodutos (NTS e TAG), distribuidoras de GLP e gás natural (Liquigás e Comgás), produção de fertilizantes nitrogenados (FAFENs), direitos de exploração e produção de petróleo e gás natural e as participações na produção de petroquímicos e biocombustíveis;

 

3 – Reestruturação da Petrobrás como Empresa Estatal de petróleo e energia, dando conta de sua gestão, com absoluta transparência, ao controle do povo brasileiro;

 

 

4 – Alteração da política de preços da Petrobrás, com o fim do Preço Paritário de Importação (PPI), que foi estabelecido em outubro de 2016, e restauração do objetivo histórico de abastecer o mercado nacional de combustíveis aos menores preços possíveis;

 

 

5 – Limitação da exportação de petróleo cru, com adoção de tributos que incentivem a agregação de valor e o uso do petróleo no país;

 

 

6 – Recompra das ações da Petrobrás negociadas na bolsa de Nova Iorque (ADRs);

 

 

7 – Desenvolvimento da política de conteúdo nacional e de substituição de importações para o setor de petróleo, gás natural e energias potencialmente renováveis;

 

 

8 – Estabelecimento de um plano nacional de pesquisa e investimentos em energias potencialmente renováveis, sob a liderança da Petrobrás.

 

 

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