Trabalhadores/as em educação vacinados contra a covid-19 com imunizantes que necessitam de duas doses para atingir o potencial de imunização só voltarão presencialmente às atividades escolares 15 dias após a aplicação da D2, independente da fabricante. O compromisso foi feito pelo secretário executivo da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Denilson Bento da Costa, em mais uma rodada de negociação com a Comissão do Sinpro-DF, nesta quarta-feira (28).

 

 

O prazo indicado pela SEEDF atende ao pleito do Sinpro-DF. O Sindicato alertou que estudos científicos comprovam que vacinas como a Coronavac, do Butantan, da AstraZeneca e Pfizer, aplicadas em trabalhadores/as da Educação, só atingem o total de seu potencial de imunização 15 dias após a aplicação da segunda dose.

 

 

Segundo o secretário executivo, professoras/es que ainda não tiverem completado o período para a imunização contra a covid-19 na data prevista para o retorno presencial das aulas, deverão informar a situação à/ao gestora/or da sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial. É necessário enviar algum comprovante, como foto do cartão de vacinação indicando a data da aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19.

 

 

Vacinação

 

Questionado pelo Sinpro-DF, o secretário executivo da Secretaria de Educação, Denilson Bento da Costa, disse que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Regionais de Saúde estão autorizadas a antecipar a D2 de professoras/es que receberam a primeira dose da Oxford/AstraZeneca há 60 dias. “Quem ainda não completou os 60 dias deverá esperar o fechamento do período para procurar um posto de vacinação. Fechado o prazo, basta comparecer a um posto de vacinação com contracheque e cartão de vacina”, lembra a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa. “Todos os professores estão autorizados a vacinar ao completarem 60 dias”, reforça Denilson Costa.

 

 

A vacina da fabricante Pzifer ainda não recebeu autorização para antecipação da D2. Com isso, o período entre a primeira e a segunda dose continua sendo de três meses.

 

 

Para assegurar a segurança de toda a comunidade escolar, a Comissão de Negociação ainda garantiu que professoras/es com comorbidades que deram entrada no processo de perícia na Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho e não tiveram retorno continuem em trabalho remoto. Para isso, é necessário enviar o laudo médico à/ao gestora/or de sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial. Mais detalhes serão encaminhados pelas/os próprias/os gestoras/es.

 

 

Repescagem

 

Durante o encontro, também foi afirmado que trabalhadoras/es em Educação que, por algum motivo, não puderam se vacinar durante campanha específica, deverão se imunizar na repescagem, que será realizada de quinta-feira (29) a sábado (31), na Praça dos Cristais, localizada no Setor Militar Urbano, em frente ao Quartel General do Exército.

 

 

Segundo a Secretaria de Saúde do DF, para a repescagem, também serão oferecidas vacinas da farmacêutica Janssen, que é de dose única, mas também prevê o prazo de 15 dias para atingir seu potencial de imunização. Por isso, trabalhadoras/es da Educação que se vacinarem neste fim de semana com a Janssen, também precisam aguardar o período previsto para o retorno presencial às atividades escolares.

 

 

Na reunião, foi esclarecido ainda que a convocação dos 20% do banco de professoras/es em regime de contrato temporário para a imunização contra o coronavírus terá início após a repescagem da vacinação para a Educação. O critério para a convocação é a classificação.

 

 

Opcional

 

A Secretaria de Educação disse que está empenhada em dar segurança a mães, pais e responsáveis sobre o retorno presencial de estudantes às salas de aula, considerando a importância da escola na formação de crianças e adolescentes. Entretanto, as demandas de permanência de ensino remoto recebidas pelas escolas serão analisadas e avaliadas.

 

 

Durante a reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF, Denilson Bento da Costa informou que o Ministério Público do DF e Territórios vem realizando visitas às escolas para certificar as condições sanitárias exigidas para o funcionamento presencial. Em julho, o Sindicato enviou carta tanto ao MPDFT como ao Ministério Público do Trabalho (MPT) requerendo dos órgãos “a intervenção e fiscalização para garantia do cumprimento das normas sanitárias que permitam o retorno às atividades escolares presenciais com segurança sanitária, pedagógica e psicológica”.

 

 

A manutenção do transporte escolar para estudantes das escolas públicas do DF também está confirmada, segundo a Secretaria de Educação.

 

 

Em pauta

 

As discussões sobre um possível retorno presencial às aulas seguem em debate. Nesta quinta-feira (29), às 9h, o tema será discutido com gestoras/es (saiba mais aqui). Já na sexta-feira (30), a questão será tratada em assembleia geral, agendada para 9h30 (saiba mais aqui). Os encontros serão virtuais.

 

 

“O compromisso de que professores e professoras só voltarão às atividades presenciais quando a vacina aplicada atingir todo seu potencial de imunização é mais um passo para um retorno seguro. Mas é essencial lembrar que, nas reuniões com a Secretaria de Educação, levamos uma série de preocupações da categoria, como falta de recursos humanos, o curto tempo entre um turno e outro para a sanitização do ambiente escolar e a situação de professores e professoras com a necessidade de se dedicar ao ensino remoto e ao presencial, ao mesmo tempo. Esses pontos precisam de ajustes. A pandemia ainda não está superada. Pessoas continuam morrendo. Precisamos de cautela total neste momento.”, alerta a Comissão de Negociação do Sinpro-DF.