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Homenagem póstuma à matriarca do quilombo

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Juscelina Gomes dos Santos, simplesmente, Dona Lucelina, Matriarca do Quilombo Dona Juscelina da cidade de Muricilândia, Tocantins.

 

Nascida em 24 de outubro de 1930, maranhense da cidade de Nova Iorque, foi para Muricilândia em função da sua fé. Devota de Padre Cícero, Juscelina tinha ao Divino Espírito Santo, fiel tradição de festejar a Santíssima Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A cada ano a sua Divindade saía a cantar de casa em casa, na cidade e em comunidades vizinhas, levando a fé demonstrada na bandeira do Divino e em cada estrofe dos cantos, que eram acompanhados pelas batidas do bumbo.

 

 

Seu legado de mulher negra, Cristã, Católica do Apostolado da Oração, devota de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, era consagrada como Parteira e com centenas de partos caseiros realizados, tanto na cidade, como na região o que muito lhe orgulhava era ter filhos e filhas nascidos em diversas famílias os quais a consideravam como “Mãe”.

 

 

Pela sua fé cristã sempre ensinou através das rezas, terços ou novenas levar a comunidade católica, a cada início de um novo ano, aos Festejos de Santos Reis, à Semana Santa, às novenas de Maria, sempre acolhendo as pessoas aos pés do altar instalado na sala da sua casa e com muita devoção a Deus, à Nossa Senhora, Mãe de Jesus, aos Santos e Santas ela realizava todas as celebrações com a mesma alegria.

 

 

Descendente de escravos, dona Juscelina sempre festejou o Dia 13 de Maio em grande estilo. Tinha orgulho da sua história e jamais deixou de celebrar com festa do dia da Libertação dos Escravos

 

 

Mulher forte, merecedora de todos os méritos consagrados a uma Dama.

 

 

A Festa do Quilombo marcou a Liberdade de Expressão que ela tanto defendia e ensinava a todos que o seguia. Agora, a atual Juventude do Quilombo entende a importância de continuar a luta em defesa da história viva de uma Grande Mulher.

 

 

Despedida

 

 

Foi uma grande surpresa, mas Dona Juscelina, a nossa Matriarca, partiu para junto do Pai, na manhã deste sábado, 3, no auge de seus 91 anos de idade, deixando as lembranças da sua alegria, a sabedoria de seus ensinamentos, os exemplos de suas lutas em defesa da Cultura viva do seu povo, que de fato nos orgulha.

 

 

Viva o Quilombo e Viva Dona Juscelina!

 

 

Edição: Fábio Coêlho campanha publicitária efetiva. Infelizmente, eu não tive nenhum dos dois”

 

 

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Um comentário

  1. Lembrança de uma grande mulher que soube ensinar como defender uma Cultura, continuar uma história e saber lutar em prol de um povo.

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