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Segue a luta contra a privatização da CEB

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O leilão de privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB-Distribuidora) está próximo. E a fim de evitar a entrega da estatal para a iniciativa privada, o Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF), trabalhadores da CEB, e representantes de outras categorias que apoiam a causa realizaram um grande ato na manhã de quarta-feira (2/12), na Praça do Buriti, em Brasília (DF).

 

A suspensão imediata do leilão da CEB, até que o judiciário se manifeste definitivamente em relação à desestatização da Companhia foi a principal bandeira de luta da categoria, durante o ato na capital federal.

 

 

O processo de privatização da CEB Distribuidora é inconstitucional e não respeita a Lei Orgânica do Distrito Federal. A lei determina que qualquer processo de privatização passe pela Câmara Legislativa do DF e pela aprovação de dois terços dos deputados. “Quem defende os pobres não privatiza a CEB. Privatizar significa diminuir a qualidade do serviço e aumentar o valor da tarifa, porque a lógica é a do lucro. O governador não sabe que energia não é mercadoria; energia é vida, é saúde. Estamos vivendo uma crise econômica, social e ética. Devemos lutar pela CEB pública para sempre, por que ela é do povo do distrito federal.”, alertou a deputada distrital, Érika Kokay, durante ato.

 

Clayton Avelar, presidente do Sindisasc, coordenou a atividade desta manhã e expor as pautas prioritárias. Na ocasião, ele citou que a luta principal é pelo interesse da população e das trabalhadores, com destaque especial à luta contra à privatização da CEB. “Temos uma categoria em luto, a categoria dos Urbanitários, que se encontram em greve, desde ontem (1/12), e que defendem os interesses da população e da classe trabalhadora”, relembrou.

 

O diretor do STIU-DF, João Carlos Dias, cumprimentou todas as entidades e pessoas presentes no ato, apoiadores e parlamentares, e alertou: “Estamos no quinto ato, o que demonstra que a nossa categoria é aguerrida e de luta. E como se não bastasse a tentativa de vender a CEB, também querem liquidar com nosso ACT construído há mais de 30 anos de muita luta e mobilização da categoria”, explicou. O diretor disse, ainda, que a categoria não viu outro caminho a não ser fazer a greve em defesa do Acordo Coletivo justo para os trabalhadores da CEB. “Eles querem tirar a cláusula da estabilidade para facilitar a vida do investidor privado”, explicou.

 

O Ato envolveu várias pautas, que, para além da privatização da CEB, reivindicou o fortalecimento do SUS, a contratação de concursados e a reforma administrativa, dentre outras. Para o deputado federal, Reginaldo Veras, o processo de privatização da CEB foi construído com base na mentira. “Mentiu o governador Ibaneis, quando foi ao local de trabalho de vocês, durante a campanha, e disse que não iria privatizar, e que ainda precisava do apoio dos trabalhadores. Ele mentiu quando se apropriou de uma decisão do Supremo Tribunal Federal e iniciou o processo de privatização dizendo que não precisava passar pela Câmara Legislativa. Mentiu quando burlou a lei orgânica e quando criou campanha enganosa dizendo que a CEB presta mal serviço”, contextualizou o parlamentar. Na próxima sexta-feira, dia 4 de dezembro, em São Paulo, está programado o leilão da CEB Distribuidora.

 

Participaram da atividade a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido da Causa Operária (PCO), Unidade Popular (UP), o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindisasc), Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sinsep-DF), Sindicato dos Bancários de Brasília, Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal, Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal (SODF), Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF),  Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Distrito Federal (Sindágua-DF), União da Juventude Socialista (UJS), Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), a deputada Erika Kokay (PT), o deputado Reginaldo Veras (PDT) , além de representantes de parlamentares e de várias entidades.

 

Com informações do STIU-DF
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