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Saúde, emprego e remuneração, foram os pilares na pandemia para a categoria dos metalúrgicos no RS

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Saúde, emprego e remuneração foram os três pilares nas negociações realizadas pela Federação dos Metalúrgicos no Rio Grande do Sul durante a pandemia. A entidade, filiada à CUT-RS representa mais de 100 mil trabalhadores, em 400 municípios gaúchos e congrega 29 sindicatos no Rio Grande do Sul. No balanço de 2020 realizado pelo presidente da entidade, Lírio Segalla Martins Rosa, desde o início da crise, a categoria tomou a iniciativa de procurar as entidades patronais e propor uma negociação para que os empregos fossem mantidos. “Causou surpresa na patronal, mas buscamos uma convenção coletiva emergencial. Era uma convenção que mostrava como deveria ser o afastamento dos trabalhadores, para evitar a contaminação.

 

Como nós íamos tirar o trabalhador do local de trabalho, num período de 30 dias. Então ali se usou férias, redução de jornada com redução de salário, suspensão de contrato, licença remunerada. Então qualquer medida que garantisse a integridade física das pessoas do ponto de vista da comunicação e que não colocasse em risco a empregabilidade”.

 

Posteriormente, Lírio acrescenta que foi feita uma recomendação conjunta para estruturar o retorno dos trabalhadores às fábricas. “depois fizemos uma outra convenção emergencial, prevendo que a pandemia ia até 31 dezembro. A gente sabe que tivemos trabalhadores contaminados pela Covid, mas nenhum dos trabalhadores foram infectados no local de trabalho. E quando eles voltaram ao trabalho, não transmitiram a doença”. Avalia ainda que as medidas de isolamento, de distanciamento e a questão dos trabalhadores dos grupos de risco foram eficazes. “Encerramos o ano de forma positiva, porque nós conseguimos preservar os trabalhadores em relação à pandemia e conseguimos fechar a convenção, garantimos as perdas em forma de abono e o reajuste.  Preservamos as trabalhadoras e os trabalhadores em relação à pandemia, e em relação às cláusulas sociais, com recuperação de perdas e do INPC”, finaliza.

 

Presidente da Federação dos Metalúrgicos RS, Lírio Segalla Martins Rosa  /  Foto: Divulgação CUT/RS

 

 

 

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