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Saúde é política, assim como é toda ação humana

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Não há crise financeira. Na verdade, a grande crise nacional é política. Não há espaço público, salvo por exceção, para a vocalização das verdadeiras questões nacionais.

 

Por exemplo, adotando a taxa cambial de 1 dólar para 4 reais e o que consta do Relatório do Banco Central, nossas reservas cambiais, em fevereiro/2020, atingiam R$ 1.408 bilhões. A receita tributária da União, conforme orçamento aprovado, será R$ 570 bilhões.

 

Apenas a amortização da dívida nos custaria R$ 1.239 bilhões, mas ela será rolada, como é da tradição de nossas contas. Vemos um aspecto da dívida, no artigo “Suspensão do Pagamento e Auditoria da Dívida dos Estados” da Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, auditora fiscal Maria Lucia Fattorelli, e dos Coordenadores dos Núcleos de Alagoas (José Menezes Gomes) e do Espírito Santo (Lujan Miranda) no jornal Monitor Mercantil (26/03/2020): “os estados já pagaram cerca de três vezes a dívida refinanciada e ainda devem cerca de cinco vezes!”.

 

O coronavírus é uma ponta do iceberg. Toda dívida auditada e canalizados os recursos para as ações próprias do Estado Nacional, ao invés do Estado Mínimo operador dos banqueiros, solucionaríamos pela aplicação na urbanização, na habitação com saneamento básico, na alimentação, com atuação da Engenharia do Exército, sem necessidade de confinamentos, os problemas de saúde nos entornos das capitais, que são os mais imediatos e graves. E, como vemos nos números oficiais, não nos faltam recursos, falta vontade política. Interesse no povo e na soberania da Nação.

 

Esta é a proposta da emergência. Depois de auditada a dívida, apareceriam recursos hoje ocultos. Abolindo definitivamente a PEC do Fim do Mundo (EC nº 95), a maior excrescência aprovada pelos três poderes da Nação, em 2016.

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