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São Luís (MA): todas as 11 chapas majoritárias estão definidas

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Os candidatos a prefeito e a vice estão definidos e a corrida para a Prefeitura de São Luís vai, de fato, começar. A campanha de rua poderá ser feita quando as chapas estiverem devidamente registradas, e o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV será aberto dia 27. Na disputa, nada menos que 11 chapas, um recorde na história recente da luta pelo poder na Capital. Todos os candidatos a prefeito são homens, enquanto as mulheres são maioria (seis) entre os aspirantes à cadeira de vice-prefeito. As chapas são as seguintes: Eduardo Braide (Podemos)/Esmênia Miranda (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos)/Fabiana Vilar (PL), Rubens Júnior (PCdoB)/Honorato Fernandes (PT), Neto Evangelista (DEM)/Luzimar Lopes (PDT), Bira do Pindaré (PSB)/Letícia Cardoso (PSB), Adriano Sarney (PV)/Vall Nascimento (PV), Jeisael Marx (Rede)/Janicelma Fernandes (Rede), Carlos Madeira (SD)/Jeremias Fernandes (SD), Yglésio Moises (PROS)/Mauro César (PROS), Franklin Douglas (PSOL)/Ribamar Arouche (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) e Jayro Mesquita (PSTU).

 

No complexo, sensível e nem sempre previsível confronto eleitoral, os candidatos embalados por coligações são, em tese, dotados de melhores condições de chegar à grande massa eleitoral. Em São Luís as chapas lideradas por Rubens Júnior (PCdoB/PT/Cidadania/DC/PMB), Neto Evangelista (DEM/PDT/MDB/PSL), Duarte Júnior (Republicanos/PL/Patriotas/Avante/PTC) e Eduardo Braide (Podemos/PSD/Avante/PSC/PMN), lastreadas em coligações, são politicamente mais fortes que as sete “puro sangue”. Isso não quer dizer que os candidatos de chapas “puro sangue” estejam fora do páreo, nada disso. Até porque nessas eleições, por conta das limitações impostas pelo novo coronavírus, a capacidade do candidato de seduzir e convencer o eleitor ludovicense, politizado e independente, na conversa via rádio, TV e, principalmente, redes sociais, será decisiva.

 

Na seara da força política e partidária, que historicamente tem decidido eleições em São Luís, Rubens Júnior, Neto Evangelista, Eduardo Braide e Duarte Júnior, nessa ordem, reúnem condições para aspirar vitória. Rubens Júnior, além de um currículo vitorioso, leva no seu arsenal de campanha a vinculação política e partidária direta com o governador Flávio Dino e o ex-presidente Lula da Silva, além do apoio da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e o suporte do PCdoB, coordenado pelo seu presidente, deputado federal Márcio Jerry, um estrategista que conhece o caminho das pedras. O sucesso de Rubens Júnior vai depender muito do seu próprio desempenho. Neto Evangelista conta com uma máquina partidária invejável, principalmente o PDT, ainda o partido mais enraizado e identificado com o eleitorado de São Luís, comandado pelo ativo e desassombrado senador Weverton Rocha, e com o MDB, que tem forte base na Capital e o cacife indiscutível da ex-governadora Roseana Sarney. Neto Evangelista terá de mostrar-se como a expressão dessa base.

 

Entre os candidatos embalados por coligações, Eduardo Braide conta com máquinas partidárias de porte médio, sem o peso das grandes agremiações, mas que formam um suporte suficiente para a sua candidatura. Diferentemente de outros candidatos, é ele o eixo central do projeto eleitoral, posição que não divide com ninguém, já que não conta com o apoio de lideranças expressivas. O sucesso da sua corrida está condicionado ao seu desempenho. É também o caso de Duarte Júnior, que conta com o apoio discreto, mas determinado, do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e com uma base de partidos inexpressivos, incluindo o PL, do espetaculoso e controvertido deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Duarte Júnior, porém, tem talento e carisma para vender seu próprio peixe.

 

Na seara das chapas “puro sangue”, o candidato mais forte é Bira do Pindaré, político de esquerda bem-sucedido nas urnas – três mandatos parlamentares com boas votações e uma tentativa de chegar ao Senado em 2006, que lhe deu mais de 200 mil votos em São Luís – por conta da sua militância coerente, além de ser bom comunicador. Adriano Sarney representa o PV e, mesmo não querendo admitir, é visto como a mais nova geração da família Sarney buscando sobreviver na política seguindo os passos do pai, o ex-deputado federal e ex-ministro Sarney Filho, contando com o apoio declarado do avô, o ex-presidente José Sarney.

 

Na lista dos “puro sangue”, Jeisael Marx não conta com a Rede, um partido tímido, mantido por idealistas, mas com a sua própria ação política, baseada num discurso de outsider e pela habilidade de se comunicar, aprimorada por anos como apresentador de TV, o que o torna um candidato com visibilidade. Mais velho entre os candidatos, o “puro sangue” Carlos Madeira é um quadro experiente, com argumentos sólidos, como sua origem no Bairro de Fátima e trajetória bem-sucedida na magistratura federal e um bom conhecimento dos problemas da cidade, contando também com a ação forte do presidente do Solidariedade, Simplício Araújo. Yglésio Moises é um dos candidatos mais bem preparados, com a experiência de médico e o conhecimento de advogado, o que o torna dono da sua própria campanha, já que seu partido não tem lastro na Capital.

 

O grupo dos “puro sangue” fecha com os representantes da ultraesquerda, Franklin Douglas, do PSOL, um professor de Comunicação e advogado que mantém um discurso duro contra tudo e contra todos, e Hertz Dias, cujo partido, o PSTU, só existe em período de eleição, e para quem os problemas de São Luís só serão resolvidos quando o capitalismo for varrido da Ilha.

 

Vale aguardar esse embate.

 

 

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