Cidades como Brasília, São Paulo Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre registraram, neste sábado (7), protestos em defesa da Cinemateca Brasileira. A instituição tem sido alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro e seu governo, numa deliberada ação para destruir arquivos históricos e num projeto político de destruição da cultura brasileira.

 

Este sábado (7) marca um ano desde que o governo federal assumiu o controle da instituição, que teve parte de seu material queimado num incêndio em um de seus galpões, em São Paulo, no fim de julho.

 

No dia 29 de julho, por falta de gestão e recursos financeiros públicos para manutenção, um galção da Cinemateca em São Paulo pegou fogo e atingiu o centro de preservação do cinema nacional. Os manifestantes criticaram a gestão do órgão por parte do governo federal.

 

Em São Paulo, os manifestantes se reuniram na sede da Cinemateca, na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista, para protestar e pedir a preservação do acervo do órgão, dez dias após o incêndio de um galpão que destruiu parte do acervo.

Algumas pessoas levaram faixas e cartazes pedindo “respeito ao direito à memória”, “SOS Cinemateca” e com as frases “Mario Frias na cadeia” e “Fora Bolsonaro”.

Funcionários da instituição foram demitidos em 2020 pela associação que mantinha a Cinemateca após o governo federal assumir a gestão do órgão e não repassar R$ 14 milhões em verbas à organização.

No ano passado, um temporal alagou o galpão que pegou fogo e parte do acervo foi comprometido. Em 2016, a sede foi atingida por um incêndio que destruiu cerca de 500 obras.

Com informações da Globo/TV Cultura