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Rússia denuncia pressão dos EUA para impedir fabricação da Sputnik V no Brasil

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Em audiência pública, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (16), Anvisa anuncia encontro com União Química na quarta-feira (17)

 

Está prevista, para esta quarta-feira (17), a retomada das conversas entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a farmacêutica União Química sobre a autorização para o laboratório fabricar Sputnik V no Brasil.

 

 

A nova rodada de conversa foi apresentada pelo gerente de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, em audiência pública na Comissão Externa da Covid-19, realizada nesta terça-feira (16), na Câmara dos Deputados.

 

 

Um dos principais motivos de a Sputnik V ainda não estar sendo fabricada no Brasil é a pressão política dos Estados Unidos da América (EUA).

 

 

Dmitry Peskov, porta-voz Kremlin afirmou, nesta terça, que, após um relatório do governo dos EUA, que pareceu mostrar que o país tentou persuadir o Brasil a não comprar a Sputnik V, a Rússia anunciou que esse tipo de pressão não vai dar certo.

 

 

Peskov disse que a pressão para que alguns países se recusem a comprar a vacina russa contra Covid-19 Sputnik V está em níveis inéditos, mas que não tem chance de ser bem-sucedida.

 

 

O comentário do porta-voz foi feito após ser instado a comentar um relatório do governo dos EUa que pareceu mostrar que o país tentou persuadir o Brasil a não comprar a Sputnik V.

 

 

O relatório, publicado no site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), detalhou o trabalho do Escritório de Assuntos Globais norte-americano (OGA) no “combate a influências ‘malignas’ nas Américas”.

 

 

O texto delineou os esforços diplomáticos da agência para se contrapor ao que descreveu como tentativas de países, incluindo a Rússia, de aumentar sua influência na região em detrimento da segurança e da proteção dos EUA.

 

 

“Exemplos incluem usar o escritório do adido de Saúde do OGA para persuadir o Brasil a rejeitar a vacina russa contra Covid-19”, disse o relatório governamental.

 

 

Peskov não quis comentar especificamente o relatório, mas disse que a Rússia é contra politizar a situação referente às vacinas.

 

 

“Em muitos países, a escala de pressão é inédita… tais tentativas egoístas de forçar países a abandonarem qualquer vacina não têm futuro”, disse.

 

 

“Acreditamos que deveria haver tantas doses de vacinas quanto possível para que todos os países, inclusive os mais pobres, tenham a oportunidade de deter a pandemia”, disse Peskov.

 

 

A Embaixada dos EUA em Moscou encaminhou um pedido de comentário ao Departamento de Estado, que não respondeu de imediato.

Com informações da Reuters

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