Para o economista, Lula “tem uma cabeça de conciliação” e fez governos de “concertação” com o mercado. O problema das elites com o petista, diz Gala, é que ele “coloca sempre um medo na mesa”: “a elite tem medo de ser taxada”. Assista na TV 247

 

O economista Paulo Gala, em entrevista à TV 247, afirmou que o ex-presidente Lula não representa ‘absolutamente nenhum risco’ para a economia caso volte ao poder após a eleição de 2022.

 

“Se tem uma coisa que o Lula fez foi fazer composição, ele fez um governo de concertação. O Lula tem uma cabeça muito de conciliação, ele está longe de ter uma cabeça de ruptura. Eu não vejo problema nenhum, risco nenhum. Inclusive, uma parte considerável do mercado acho que vai se alinhar com isso. Não vejo preocupação”, disse Gala.

 

A questão principal, segundo o economista, é que as elites veem em Lula a via de acesso mais rápida dos pobres ao poder, o que desperta preocupação. “O temor do potencial que o Lula tem de fazer mudanças se ele quiser, porque é evidente que o Lula é a via de acesso dos mais necessitados ao poder. Ele é a maneira mais concreta e rápida das grandes minorias, que são na verdade a maioria do país, terem acesso ao poder, à representação. Então o Lula é sempre um temor em potencial. O que ele vai fazer ou não é outra discussão, mas ele coloca sempre um medo na mesa das elites, que é o medo de ‘será que ele vem com o Meirelles, mais ‘light’, ou será que agora ele vai colocar uma equipe um pouco mais agressiva?’”.

 

Ele destacou ainda que “as elites têm medo é da tributação que vem para cima delas. O problema da elite não são os mais pobres com aumento de salário. A elite tem sempre medo de ser taxada”.

A entrevista também marcou o lançamento da parceria entre o economista, o Brasil 247 e a TV 247, que agora passam a apoiar o Clube de Economia de Paulo Gala, um espaço onde são disponibilizadas análises diárias sobre a economia do Brasil e do mundo. “O que eu faço nesse clube é colocar as análises, as explicações e os dados que eu uso para os investimentos e para as consultorias que eu faço. Eu pego essas análises e coloco nesse clube, que é um espaço fechado. É como se fosse um ‘morning call’, um ‘call’ diário sobre o que está acontecendo, mas feito para quem não é economista, para quem não conhece de economia e de finanças”.

 

Do 247