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Rio de Janeiro se mobiliza em defesa da vida

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Rio de Janeiro – Diante dos riscos provocados pela pandemia, um grupo de pessoas ligado ao movimento social, partidos políticos, jornalistas, advogados, professores lançaram uma carta aberta em defesa da vida e da cidade do Rio de Janeiro.

 

O documento, suprapartidário, faz criticas ao comando da crise sanitária capitaneado pelo prefeito Marcelo Crivela, pelo governador Wilson Witzel e pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Para evitar o colapso no sistema de saúde, o manifesto propõe providências imediatas: a) ampliar os investimentos e agilizar os repasses da prefeitura para o sistema de saúde no combate à pandemia; b) implementar um planejamento de saída da crise, com base em critérios científicos; c) adotar medidas massivas de testagem da população; d) implementar um programa de renda básica aprovado pela Câmara Municipal e c) implantar um plano emergencial de combate à Covid-19 nas favelas e periferias”.

 

Segundo o documento, “a pandemia tornou visíveis as mazelas históricas do Rio. Durante décadas, foram implementadas políticas urbanísticas fundamentadas no pensamento higienista e na especulação imobiliária, com a remoção dos mais pobres para regiões sem infraestrutura e sem potencial de desenvolvimento econômico”.

 

“O município do Rio concentra hoje mais de 700 favelas com uma população de quase 1,5 milhão de pessoas, segundo o último censo do IBGE. O vírus avança nestas localidades como resultado da interação entre a falta de saneamento básico, o desemprego e a ausência de políticas públicas efetivas”, lembram os signatários.

 

A curva ascendente da Covid-19 no Rio tirou a vida de quase 4.5 mil pessoas da cidade, onde já são registrados 36.115 casos confirmados, de acordo com os dados oficiais de oito de junho, com a mais alta taxa de letalidade do país, de 12,35%.

 

Dentre os signatários estão Alessandro Molon, dep. Federal/PSB, Ana de Hollanda, cantora, compositora, ex-ministra da Cultura, Benedita da Silva, dep. Federal/PT, as atrizes Bete Mendes, Camila Pitanga e Cássia Reis, o diplomata Celso Amorim, o ator Chico Diaz, os cartunistas Aroeira e Claudius Ceccon, Damir Vrcibradic, Juiz do Trabalho, Dira Paes, atriz, Fernando Willian, vereador/PDT, Jandira Feghali, dep. Federal/PCdoB, Leonardo Boff, teólogo, Leonel Brizola Neto, vereador p/PSol, Letícia Sabatella, atriz, Lusmarina Campos Garcia, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Marcelo Freixo, dep. Federal/PSol, e as atrizes Maria Zilda e Zezé Polessa. (RS)

 

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