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EDITORIAL – Ricos em casa, pobres para o matadouro

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Conhecemos muitos empresários, artistas famosos e jogadores de futebol, entre outros, que não saem das suas casas de campo, fazendas, apartamentos em condomínios de luxo, por nada desse mundo.

 

Entretanto, os empresários, cujas empresas precisam do consumo dos pobres e da classe média, estão pressionando o governo federal e governos estaduais para fazer com que estes voltem a comprar bastante, para garantir seus lucros e suas boas vidas.

 

O número de mortos entre os contaminados pelo coronavírus não param de aumentar. Até o dia 15 de julho, o absurdo número de 75.523 mortes em 1.970.909 casos. A grande maioria de contaminados e de mortos é de jovens, adultos e idosos pobres e da classe média baixa. Esse número vem aumentando e alguns governantes, especialmente o presidente Bolsonaro, fazem o que? Aumentam as medidas de proteção dos cidadãos e cidadãs? Pedem, encarecidamente, que fiquem em casa, somente saindo em casos excepcionais, tomando todos os cuidados que a situação exige?

 

Não! Ao contrário, estimulam e até convocam o povo – como é o caso do presidente – a irem às ruas, às compras, às escolas, aos locais de lazer e entretenimento.

 

Em outras palavras, convocam o povo para o matadouro, na medida que não exigem a menor segurança sanitária para deslocamentos por ônibus, trem e metrô. O próprio presidente somente passou a utilizar máscara somente após declarar que está contaminado com o coronavírus – embora muitos pensem que essa declaração foi mais para tentar desviar a atenção dos inquéritos contra seu filho Flávio Bolsonaro, das investigações de corrupção contra seu amigo Queiroz, além das ações inaceitáveis de alguns dos seus ministros, criando problemas com a China, principal parceiro comercial do Brasil.

 

Por tudo isso, é preciso continuar o movimento Fora Bolsonaro, para entre outras coisas fortalecer a ação de muitos governadores e governadora, como os do Nordeste, no combate à pandemia e, pelo investimento do governo federal, em apoio financeiro a todos, especialmente aos mais pobres, para superarem esse momento tão difícil.

 

Enquanto a vacina não vem, os pobres devem fazer como os ricos: ficar em casa!

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