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Repugnantes, os ataques aos profissionais de imprensa na Bahia

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A preocupação com a crescente escalada de violência contra jornalistas em todo o Brasil deve ser um sentimento compartilhado por todos os profissionais do setor. Requer ações mais enérgicas por parte das autoridades governamentais e do Poder Judiciário de modo a solucionar esse grave problema que tem atingido não só categoria mais a sociedade como um todo, já que fere a democracia e a nossa Constituição Federal.

 

 

 

Nos Estados do Ceará, do Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Alagoas, de Sergipe, da Paraíba, do Maranhão, diariamente, um profissional de imprensa é agredido, outros sofrem assédio Judicial por parte dos maus políticos, quando não são assassinados.

 

 

Na Bahia, tem casos que seguem há 23 anos aguardando resolução e punição dos culpados. O assédio judicial é constante, e as ameaças ‘on-line’ já perdemos a conta.

 

 

Muito importante que os profissionais agredidos façam Boletim de Ocorrência e denuncie toda e qualquer forma de agressão, inclusive nas entidades sindicais da categoria, como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no sindicato e nas associações da categoria. Que os sindicatos e as associações de classe promovam o debate junto ao poder público na busca de uma solução.

 

 

Que o Judiciário seja célere, que o Ministério Público se manifeste, que as polícias investiguem e prendam os culpados até o julgamento final.

 

 

Já passou da hora de acordar para esta triste realidade. A milícia está impregnada na Bahia.

 

 

O episódio de ontem (terça-feira, 1º de fevereiro de 2022), na capital baiana, em que equipes das TVs SBT (TV Aratu) e Bandeirantes (Band Bahia) foram recebidas a tiros por traficantes na região de Águas Claras, bairro de Salvador, foi o aviso de que o pior pode estar por vir.

 

 

Não podemos mais permitir ferir a nossa democracia, a imprensa será sempre fundamental para garantir uma sociedade livre e democrática e mais justa.

 

 

(*) Por Fábio Costa Pinto – jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia. É membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (sócio efetivo), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo-Abreji (Associado), da  Inteligência Brasil Imprensa — IBI (Coletivo) e sindicalizado, Sinjorba / Fenaj.

 

 




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