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Rendimento do trabalhador cai quase 8% em 2 anos e reflete alta da informalidade

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O rendimento médio real do trabalhador brasileiro fechou o ano de 2022 em R$ 2.715, valor 1% inferior ao registrado no ano anterior. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta terça-feira pelo IBGE.

 

 

De 2020 para 2021, a renda média do trabalhador já havia caído 7%. Assim, houve uma perda de 7,9% em seu poder de compra em dois anos.

 

 

A queda na renda reflete o aumento da informalidade, que atingiu um recorde em números absolutos: 38,8 milhões. A média anual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada atingiu 12,9 milhões em 2022, recorde para o indicador desde o início da série histórica da Pnad, em 2012.

 

 

Os trabalhadores por conta própria – formais ou informais – somaram 25,5 milhões no ano, altas de 2,6% em relação ao ano anterior e de 27,3% na comparação com 2012, quando foi registrado o menor patamar da série histórica.

 

 

A pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy disse que, mesmo assim, o mercado de trabalho em 2022 pode ser visto de forma positiva. A população ocupada, por exemplo, atingiu recorde de 98 milhões de pessoas.

 

 

taxa média de desocupação foi de 9,3% em 2022, inferior aos 13,2% registrados no fim de 2021. Essa também é a menor taxa de desocupação desde 2015 (8,6%). A menor taxa da série histórica, iniciada em 2012, foi registrada em 2014 (6,9%).

 

 

A massa de rendimento real do trabalhador em 2022, a soma da renda de todos os trabalhadores, atingiu R$ 261,3 bilhões, uma alta de 6,9% em relação a 2021. É o maior valor da série histórica iniciada em 2012. O recorde é resultado do aumento da população ocupada, já que o rendimento médio caiu no ano. De 2012 a 2022, a massa de rendimentos cresceu 12,6%.

 

Com agências IBGE e Brasil

 

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