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Reforma administrativa de Bolsonaro prejudica trabalhadores e beneficia militares, juízes promotores e parlamentares

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O presidente Jair Bolsonaro, muito atento a garantir um acordão para sofrer impeachment, apresenta uma proposta de reforma administrativa que agrada o mercado financeiro, a grande mídia e principalmente o Ministério Público e os poderes Legislativo e Judiciário.

 

Para ser aprovada, a reforma de Bolsonaro – enviada ao Congresso Nacional em forma da proposta de emenda à Constituição (PEC) – vai precisar de três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49), em dois turnos de votação.

 

Apesar da luta da oposição no Congresso, que defende os trabalhadores para que não sejam prejudicados, parece que há grande possibilidade de que a proposta seja aprovada, uma vez que garante privilégios para militares, juízes, promotores e parlamentares.

 

Se aprovada, a reforma valerá para todos os futuros servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios. Com isso, quem vai sair perdendo são os servidores e, no fim das contas, a população, que sofrerá ainda mais com a baixa qualidade dos serviços públicos, cada vez mais sucateados pelo governo.

 

Segundo a líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), esta é mais uma falsa solução e um passo a mais no desmonte do Estado. “A reforma administrativa do governo Bolsonaro é mais uma falsa solução milagrosa. Significa mais um passo no desmonte do Estado nas áreas da saúde, da educação e da segurança. Já o patrimônio daqueles que ficaram mais milionários na pandemia, permanece intocável. E a desigualdade social segue galopante”, afirmou.

 

“A reforma administrativa do governo é mais uma daquelas promessas de quem se mostrou incapaz de construir um projeto de país e de nação. Lembra da reforma da previdência que prometeu arrecadar R$ 1 trilhão, e até agora nada? Lembra também da reforma trabalhista? Não era ela que iria gerar milhões de empregos? Cadê os empregos? A reforma tributária é outra, se arrasta e não mexe nos altos impostos do país”, destacou a deputada.

 

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