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Rapper Malu Viana, a Flor do Gueto, morre vítima de infarto em Porto Alegre

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A militante histórica do movimento negro, da cultura, a rapper Malu Viana morreu, no sábado (12), vítima de um infarto fulminante. A Flor do Gueto, como era conhecida, foi uma das primeiras mulheres a fazer rap no Brasil desde o fim dos anos 1980. Precursora da articulação das mulheres no Hip Hop.

 

Maria Luiza Rodriguez Viana era radialista, educadora social, graduanda em Serviço Social, além de produtora cultural e blogueira. Também foi articuladora do Plano Juventude Viva contra o extermínio da Juventude Negra na Região Sul. Foi candidata à vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais de 2020.

 

“Infelizmente a política genocida deixou marcas após sua recuperação da Covid-19. A sua trajetória na luta por dignidade do povo negro, pela cultura popular e pelo Movimento Hip Hop ficará para nossa história”, lembrava a nota da Secretaria Estadual de Mulheres do PT.

 

“Malu esteve presente nas principais lutas da sua geração. Nunca abandonou as trincheiras de luta, foi MC do Hip Hop, militante negra antirracista e progressista até o último dia de sua vida”, destacou a Fundação Perseu Abramo, onde Malu atuava desde o ano passado no Projeto Reconexão Periferias.

 

Nas redes sociais, foram diversas manifestações lamentando a tristeza e o pesar pela perda. “Sempre foi empoderada, uma referência com certeza. Deixa uma legião de amigos e amigas um pouco mais tristes. Meu respeito e afeto”, ressaltou a cantora Nanci Araújo. “O meu coração chora”, ressaltou a cantora Marietti Fialho. “Malu foi um sopro de esperança em meio ao conservadorismo no sul do país”, registrava a Mídia Ninja no seu Facebook.

 

“Até quando a morte vai nos roubar irmãs? A Covid deixou sequelas no seu coração gigante”, destacou a deputada federal Maria do Rosário (PT). “A companheira Malu Viana nos deixa saudades e exemplos que iluminam a caminhada que temos pela frente: solidariedade, humanidade e militância conscientes e apaixonadas na luta por um mundo de justiça, igualdade e fraternidade”, lamentou o ex-governador Olívio Dutra ( PT).

 

 

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