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Racismo ambiental e os impactos do “agro” nas comunidades foi tema de debate da COMSAÚDE

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A Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação, COMSAÚDE, promoveu, nesta quinta-feira (1º), a live “Racismo ambiental. Um diálogo interseccional e necessário”. A discussão havia sido pensada, inicialmente, para servir de formação dos coordenadores e colaboradores do núcleo executivo da entidade, mas, por causa do impacto e da relevância do assunto, foi aberta ao público.

 

 

A transmissão foi mediada pela professora da Escola Família Agrícola de Porto Nacional, Francislene Bezerra e por Jonas Carvalho, pesquisador da Universidade Técnica de Dortmund, na Alemanha.  A roda de conversa contou com a presença da professora do Instituto Federal de Brasília (IFB), Diene Tavares, que fez diversas reflexões sobre o tema.

 

 

Francislene Bezerra iniciou a discussão falando sobre os grupos afetados pelo racismo ambiental. “O racismo Ambiental é uma realidade vivenciada pela população brasileira, em especial pelas comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas, que sofrem no seu cotidiano com a intensificação dos impactos gerados pelo agronegócio e ausência de segurança do estado na defesa dos seus direitos para permanecerem e trabalharem nas terras”.

 

 

Diene Tavares apresentou o conceito de Racismo Ambiental e Interseccionalidade e como discutir sobre essas questões na nossa sociedade. “Quando trazemos esse conceito pro Brasil, é importante observar como essas desigualdades se pautam e como esses conflitos ambientais nos impactam. Não tem como discutir racismo ambiental se não levarmos em consideração os que estão nas bordas. É preciso que a gente dialogue com as questões raciais, de classes e ambientais e trace essa Interseccionalidade”.

 

 

Jonas Carvalho falou sobre a recorrência do racismo ambiental. “O racismo ambiental é um processo transgeracional. Ao pesquisar sobre o deslocamento, em uma comunidade impactada pela barragem, a resposta dos participantes nos leva a uma hipótese de que é um processo histórico. As pessoas que hoje sofrem com isso, já vieram de um processo de deslocamento de gerações. Não é algo recente, são processos recorrentes e sistemáticos”.

 

 

A live transmitida pelo Youtube do COMSAÚDE, teve a participação de estudantes, professores e outros profissionais, que enriqueceram o debate e fizeram importantes contribuições através do chat. Os mediadores falaram sobre a importância de lutar contra o Racismo Ambiental e preservar o direito dessas pessoas de viver e trabalhar.

 

 

Edição de Fábio Coelho e JBP

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