Mais de 480 cidades no Brasil e no exterior registraram grandes manifestações pelo impeachment de Bolsonaro, neste sábado (24). Nas redes sociais, os tuitaços explodiram com a hashtag #24JForaBolsonaro. O ato deste sábado foi convocado por partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e conta com a adesão maciça da sociedade civil.

 

Essa é a quarta manifestação contra o governo do presidente Jair Bolsonaro e os políticos, empresários e tudo o que ele representa. Pesquisa de opinião do DataFolha e de outros institutos revelam que 51% da população quer ver Bolsonaro, os militares e quem mais está com eles fora do poder. Segundo os organizadores das manifestações, as ameaças do general Braga Netto à democracia aumentam a disposição de luta dos movimentos sociais.

 

Um levantamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Brasil mostra quem “a maior indignação do povo é a de que ele, propositalmente, deixou morrer mais de 550 mil pessoas ao atrasar a compra de vacinas contra a Covid-19, estimular a população a sair de casa e a não usar máscaras e álcool em gel, entre tantas outras ações e omissões que estão sendo apuradas pela CPI da Covid-19 do Senado”.

 

As manifestações também denunciam a economia piora, a carestia e a fome aumentam e o povo decidiu que ‘Bolsonaro é pior do que o vírus’. Até agora a previsão dos organizadores é a de que até o fim do dia haverá protestos em 506 cidades e em 18 países.

 

Em algumas capitais, a manifestação começou às 10h, e, até às 15h, quase todo o País já estava com passeata nas ruas. Centenas de pessoas insatisfeitas levam faixas, palavras de ordem, bandeiras e diversas formas de expressão para dizer que não aguenta mais o governo Bolsonaro.

24 de julho de 2021 é mais uma data que ficará para história do Brasil. Nos cartazes, faixas, discursos e palavras de ordem, os manifestantes mostram que estão de olho nas razões pelas quais o deputado federal e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) não coloca os mais de 120 pedidos de impeachment para tramitar.

 

A manifestação apresenta diversas pautas dos diferentes setores sociais e exigem, sobretudo, a manutenção da democracia. Denunciam o genocídio das mais de 550 mil pessoas mortas por Covid-19, quase todas evitáveis. Acusam o Presidente da República de genocida.

 

No Rio de Janeiro, a concentração começou às 10h, na Avenida Presidente Vargas. A marcha seguiu para a  Praça da Candelária. Até 16h, mais de 18 estados e Distrito Federal haviam iniciado o protesto. Catorze capitais, centenas de cidades em todo o País e no exterior foram para as ruas com a campanha “Fora Bolsonaro”.

 

 

Atos nas capitais (Fotos da CUT Brasil/COLETIVO SOMOS/CSP CONLUTAS)

 

 

No Brasil, a população de 14 capitais: Maceió (AL), Salvador (BA), Goiânia (GO), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belém (PA), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Palmas (TO), e de centenas de cidades das regiões metropolitanas das capitais e do interior foi às ruas pela manhã.

 

 

Em João Pessoa (PB), a população percorreu as principais ruas da capital em protesto contra as mazelas do atual governo e pedindo o impeachment do presidente.

 

CUT/PB

 

CUT/PB

 

 

No Centro-oeste, os brasileiros manifestaram sua insatisfação com o que vem ocorrendo no país. Em Palmas, capital do Tocantins, os manifestantes além de pedirem o impeachment do presidente, homenagearam as vítimas da pandemia pregando cruzes, às margens da avenida Tocantins, a mais movimentada da região sul da cidade.

 

Coletivo Somos

 

 

Em Goiania (GO), os manifestantes coloriram as ruas de verde, amarelo, vermelho e lilás, em homenagem às cores da bandeira do Brasil, ao movimento sindical e de esquerda, e às Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, organizadores do ato.

 

 

Karol Santos
KAROL SANTOS

 

 

Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, os manifestantes sairam em passeata pelas ruas capital. Carregando bandeiras e com palavras de ordem, eles pedem a saída de Bolsonaro da Presidência da República. A concentração começou às 9h, na Praça do Rádio. Organizada pela CUT, centrais sindicais e sindicatos locais, a manifestação, além do #ForaBolsonaro, foi contra a reforma Administrativa, a condução do enfrentamento à pandemia pelo governo federal e contra a corrupção na compra de vacinas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Salvador, Bahia , a passeata começou às 10h e tomou as ruas do caminho do bairro de Campo Grande até a Praça Castro Alves. Uma multidão se reuniu para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Teresina, Piauí, logo às 8h da manhã a militância já estava a postos para protestar contra o governo Bolsonaro e engrossar o movimento pelo impeachmnet que toma as ruas de mais de 500 cidades neste sábado, 24 de julho. A concentração ocorreu na Praça Rio Branco. Em seguida as ruas do centro da cidade foram tomadas por  estudantes, trabalhadores, representantes das centrais sindicais e por integrantes de partidos políticos e de movimentos sociais , em protesto a Bolsonaro. Além da saída do presidente, eles pediram mais vacinas e aumento no valor do auxílio emergencial.

 

 

 

 

 

 

Em Recife, Pernambuco, a concentração ocorreu na Praça do Derby, às 10h da manhã, seguida de uma caminhada pelas ruas da cidade, em direção à Avenida Guararapes. O povo pernambucano exige #ForaBolsonaro e sua política de morte, miséria e fome. No ato, os manifestantes também pediram que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), dê andamento a processo de impeachment contra Bolsonaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A capital de Alagoas, Maceió, também amanheceu com as ruas tomadas pelo povo que não aguenta mais este governo genocida e negacionista. Os alagoanos só têm um grito na garganta: “Fora Bolsonaro”.

 

CUT-AL

 

 

Em Belém, no Pará, também teve protesto contra Bolsonaro. Os manifestantes pediram ainda que o vice-presidente, o general Mourão também deixe o cargo.

 

 

CSP Conlutas
CSP CONLUTAS

 

 

Na capital do Maranhão, São Luís, a concentração começou cedo , a partir das 9 horas, na Praça Deodoro, região central. Com faixas e cartazes, os manifestantes pediam  o impeachment de Bolsonaro, a ampliação da vacinação contra a Covid-19, comida no prato e educação de qualidade. Os s manifestantes também gritaram palavras de ordem contra o fascismo, corrupção na compra de vacinas e o aumento no gás e dos alimentos.

 

Reprodução/JMTV 1ª Edição
REPRODUÇÃO/JMTV 1ª EDIÇÃO

 

 

Rio de Janeiro também é Fora Bolsonaro. O povo fluminense grita pelo impeachment, respeitando protocolos de segurança como o uso da máscara, o álcool 70°, com cartazes, bandeiras e muita garra para lutar pela democracia. Os manifestantes se reuniram por volta das 10 horas ,na Avenida Presidente Vargas, em frente ao monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares. De lá, eles seguiram em caminhada rumo à Praça da Candelária.

 

 

 

 

 

 

CUT/ RJ

 

 

Atos no exterior  

 

 

Com a diferença de cinco horas no fuso horário entre Brasil e Alemanha, já era o período da tarde na Europa, quando um grupo de brasileiros foi às ruas em Freiburg im Breisgau. Organizado pelo Coletivo Brasil-Alemanha pela Democracia (núcleo Freiburg), os residentes saíram em passeata dizendo palavras de ordem contra o presidente.

 

 

Também, na Alemanha, em Berlim, o Portão de Brandenburgo foi ocupado pela militância , que com cartazes e faixas, pediram a saída deste governo genocida.

 

 

 

 

Coletivo Brasil-Alemanha
FOTOS: COLETIVO BRASIL-ALEMANHA

 

 

Coletivo Brasil-Alemanha

 

 

Em Viena, na Áustria, os brasileiros residentes naquele país se uniram em torno de um pedido em comum: “fora Bolsonaro”.

 

Mais informaçoes sobre os atos pelo ” Fora Bolsonaro” em todo o país, podem ser acompanhadas no Minuto a Minuto, da CUT Brasil