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EDITORIAL – Quando um governo e uma rede de supermercados têm a mesma ideologia…

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2009 – seguranças do Carrefour agrediram Januário Alves de Santana, no estacionamento de uma unidade em Osasco. Ele teria sido confundido com um ladrão e foi acusado de roubar o próprio carro, um EcoSport.

 

Dezembro de 2017 – trabalhadores do Carrefour que reivindicaram benefício de remuneração por trabalho em feriados foram demitidos com a falsa justificativa de corte de gastos, mas na verdade o motivo foi o movimento grevista.

 

Outubro de 2018 – funcionários da empresa, em São Bernardo do Campo (SP), agrediram Luís Carlos Gomes, deficiente físico, porque ele abriu uma lata de cerveja dentro da loja. Surpreendido pelos funcionários do supermercado, o cliente reiterou que pagaria pelo item, mas assim mesmo foi encurralado em um banheiro, onde recebeu um mata-leão.

 

Dezembro de 2018 – um segurança do Carrefour matou um cachorro envenenado com chumbinho.

 

Maio de 2019 – a Justiça do Trabalho concedeu liminar pedida pelo Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região contra o Carrefour, que estaria controlando a ida dos empregados ao banheiro, o que foi considerado como degradante para os trabalhadores.

 

14 de agosto de 2020 – Moisés Santos, promotor de vendas do Carrefour, faleceu enquanto trabalhava em um supermercado da rede, em Recife (PE), e o corpo dele foi coberto com guarda-sóis e cercado por caixas, para que a loja não fosse fechada e continuasse a vender para aumentar os lucros. O corpo ficou no local das 8h às 12h, até ser retirado pelo Instituto Médico Legal.

 

19 de novembro de 2020 – Seguranças espancam o homem negro, João Alberto Silveira até a morte.

 

20 de dezembro de 2020 – o vice-presidente Hamilton Mourão diz que o assassinato de ontem no Carrefour não se trata de caso de racismo, porque “não existe racismo no Brasil” e o presidente Jair Bolsonaro ignora o caso. Então vale lembrar que esse governo já desprezou:

 

a morte de pessoas em Brumadinho (MG);

 

o óleo nas praias do Nordeste;

 

as queimadas no Pantanal;

 

o desmatamento na Amazônia;

 

a pandemia de Covid-19;

 

e o apagão no Amapá.

 

Quando Bolsonaro deixará de dar mal exemplo e quando ele e sua turma serão responsabilizados por isso?

 

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