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PSOL oficializa apoio à pré-candidatura de Lula e acena aos evangélicos

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O PSOL oficializou, nesse sábado (30/4), em São Paulo, o apoio à pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. O apoio foi aprovado durante conferência eleitoral do partido. A negociações para definir as condições do apoio começaram em fevereiro, dentre elas, a reversão total das políticas neoliberais adotadas no Brasil pelo golpe de Estado de 2016 e aprofundadas no governo Jair Bolsonaro/Paulo Guedes.

 

No discurso durante o evento com lideranças do PSOL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso moderado, após a sigla oficializar apoio à pré-candidatura do petista. Dentre outros pontos importantes para a recuperação da soberania e independência do Brasil, destruídas em apenas 6 anos pelos neoliberais que aplicaram o golpe de Estado em 2016 e pelo o militar Jair Bolsonaro, Lula também defendeu um diálogo com evangélicos.

 

“Sou do tempo que a gente pedia 100% ou nada e falava grosso. […] Quando você começa uma luta, que você vai negociar, você tem que ter o limite de onde pode chegar, porque em algum momento você vai ter que dizer: ‘aqui é importante'”, disse Lula durante a conferência ao lado da presidente do PT Nacional e deputada federal Gleisi Hoffmann.

 

Além de Guilherme Boulos, liderança do PSOL e pré-candidato a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo partido, participaram do evento várias lideranças da agremiação, como o deputado federal Ivan Valente (SP) e Juliano Medeiros, presidente nacional da sigla. Representantes de outros partidos também marcaram presença, como o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos responsáveis pela campanha de Lula.

 

 

Nas redes sociais, Boulos declarou: “Grande dia! PSOL acaba de aprovar apoio a Lula no 1º turno. União para derrotar o miliciano e voltar a respirar no país!”

 

E completou: “Vamos resgatar a esperança do povo brasileiro. PSOL com Lula!”

 

“Se Deus quiser vamos criar uma moeda da América Latina, porque não tem esse negócio de depender de dólar. Vamos tentar recuperar os Brics (agrupamento econômico composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Só basta que você [Boulos] mande o Putin parar com essa guerra”, disse Lula.

 

Na conferência, o diretório nacional do PSOL oficializou o apoio à pré-candidatura de Lula ao Planalto. A reunião também definiu o programa político que será defendido pela sigla nas eleições.

 

“A união da esquerda em torno da candidatura de Lula é sem dúvida a melhor tática para derrotar Bolsonaro. Estamos felizes e esperançosos com essa decisão. Na semana que vem já iniciaremos as conversas para participar do conselho político da campanha e da coordenação do programa de governo”, afirma, em nota, Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

 

Não podemos brigar com pastores, diz Lula

 

Lula também fez um aceno aos evangélicos e defendeu o diálogo com esse setor da sociedade. Esse setor tem sido brutalmente manipulado por alguns pastores ricos, apoiadores do neoliberalismo, do fascismo, da escravidão e são donos de grandes redes de televisão e rádio. Os evangélicos são um dos principais pilares de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

“A gente não tem que ficar brigando com pastor. Temos que conversar com o povo evangélico, que não é inferior a ninguém. É um povo capaz”, afirmou. Uma pesquisa PoderData, divulgada pelo site Poder360 ontem, mostra que Bolsonaro venceria as eleições no primeiro turno, caso elas fossem realizadas só entre evangélicos. O atual mandatário aparece com 52% das intenções de voto nesse segmento, enquanto Lula tem 30%. Outros nomes têm 5% ou menos.

 

Em recente entrevista ao canal UOL News, na Internet, sobre os tiros que o pastor evangélico e ex-ministro da Educação de Bolsonaro, Milton Ribeiro, deu no Aeroporto de Brasília, atingindo uma funcionária do local, o pastor Henrique Vieira disse que “esse governo [Bolsonaro] armado com características de quadrilha, de organização criminosa, de milícia. Está evidente que é um projeto de ódio que descarta a importância da vida. É um projeto deliberado e intencionalmente de morte”.

 

 

“É preciso dizer que é um governo absolutamente incompatível com o espírito do evangelho. Esse desprezo à natureza, aos povos indígenas, ao povo negro, às mulheres. Esse sarcasmo diante do luto e do sofrimento das pessoas. Essa glorificação da violência, essa comemoração diante da morte”. Para o pastor Henrique Vieira, “é o tipo de discurso que mataria Jesus hoje”.

 

 

Envolvido em vários escândalos de corrupção pelo MEC com recursos financeiros do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Milton Ribeiro é um dos integrantes do grupo neoliberal que atua no País para privatizar totalmente a educação pública e gratuita e reduzir o número de brasileiros com acesso a educação. Para ele, nem todo mundo deve ter diploma de curso superior.

 

Resistências: 12 pontos para corrigir os rumos do País

 

O apoio do PSOL a Lula foi dado após resistências de alas do partido sobre como essa aliança seria selada. Na conferência, o partido confirmou o apoio e apresentou 12 pontos para serem integrados ao programa do eventual governo. Nomes como os dos deputados Glauber Braga (PSOL-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que resistiram mais ao acordo, não compareceram ao evento.

 

Nas redes sociais, Braga declarou: “O diretório do PSOL acaba de decidir q não terá candidato próprio no 1º turno e apoiará Lula. Agradeço aos 42% q hoje votaram mais uma vez me confiando a tarefa presidencial. Agradeço à militância q defendeu manter nossas bandeiras levantadas pra derrotar bolsonaro! Luta q segue!”

 

 

O discurso moderado de Lula também acontece por causa da aliança que fez com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que se filiou ao PSB para ocupar a vice em sua chapa. Petistas e aliados de outros partidos foram contra, mas hoje, esse posicionamento deu lugar ao entendimento de que é preciso haver uma ampla aliança para retirar o fascismo financeiro representado por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes dos poderes do Brasil e a ingerência de políticos, empresários e governo dos EUA.

 

Na quinta-feira (28), Alckmin voltou a falar sobre divergências do passado com Lula e ainda exaltou o novo partido e afirmou ter ficado à vontade ao ouvir o hino da Internacional Socialista. “Nós nos defrontamos em eleições, disputamos o mesmo cargo. O fizemos dentro da regra democrática. E hoje estamos unidos por um dever. A política é olhar o interesse público, o interesse das pessoas”, afirmou.

 

Lula e o rompimento político 

 

Lula também comparou o afastamento de antigos aliados enquanto ele estava preso a uma pessoa com lepre, doença crônica que provoca alterações na pele e nos nervos periféricos e que, por falta de esclarecimentos, ainda é, no Brasil, uma forma de discriminação de pessoas.

 

O petista utilizou o termo “leproso”, considerada uma expressão discriminatória, para lembrar dos afastamentos de pessoas e organizações durante o processo de acusação sem provas a que ele foi vítima, numa operação comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, com participação ativa da CIA dos EUA, criada para violar direitos humanos: a Operação Lava Jato.

 

Trata-se de um esquema de fraude eleitoral e de  golpe de Estado que ganhou um grande apoio da mídia liberal brasileira, a qual, nessa quinta-feira (28/4), teve de dar espaço à decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (PNU) que aponta que Sergio Moro agiu de maneira parcial e que ex-juiz e a Lava Jato violaram direitos políticos do ex-presidente e garantia de um julgamento justo. Uma vitória internacional do presidente Lula.

Zanin: “ONU reconheceu que Moro e Dallagnol atuaram de forma ilegal”

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Com informações do UOL, PT Brasil, G1, redes sociais do PT, PSOL, Lula, Glauber Braga, Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e Jornal Brasil Popular




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