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Protestos contra Bolsonaro marcam o dia 2 de outubro em todo o País e no exterior

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O sexto grande ato #ForaBolsonaro pôs 700 mil pessoas nas ruas do Brasil e do exterior. A informação é da Campanha Fora Bolsonaro, um coletivo que reúne partidos políticos, entidades dos movimentos sindical, social e populares, centrais sindicais entre outra, e que organiza as manifestações.

 

Em nota divulgada no início da noite deste sábado (2), a Campanha informa que houve protestos em 304 cidades brasileiras e em 18 países. O protesto em São Paulo reuniu lideranças sociais, movimentos indígenas, negros e de mulheres, centrais sindicais, artistas e políticos de vários partidos.

 

“O 6º ato nacional #ForaBolsonaro levou uma expressiva quantidade de famílias e pessoas às ruas pelo Brasil inteiro e em outros países. Ao todo, houve 314 manifestações em 304 municípios brasileiros e em 18 países”.

 

No exterior, segundo a Campanha, os protestos aconteceram na Alemanha, Argentina, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Porto Rico, Portugal, Suíça, Dinamarca, Bélgica, Áustria, Holanda, Irlanda, México e República Checa.

 

“Toda essa movimentação mostra que a luta, o desejo, a vontade pelo #ForaBolsonaro continua presente, cada vez mais, em amplos setores da sociedade. Este 2 de outubro demonstrou que, para além da luta pelo impeachment já do presidente, há uma crescente indignação do povo brasileiro com relação ao desemprego e ao aumento da fome e da miséria”, diz a nota.

 

Na capital paulista, o ato, que teve alcance nacional, ocupou dez quadras da avenida Paulista, com a presença de diversas lideranças de movimentos e entidades, como MST, MTST, CMP, Acredito, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, UNE, ABI, Marcha Mundial das Mulheres, União Brasileira de Mulheres, Coalização Negra por Direitos e Direitos Já, além de centrais sindicais, artistas, representantes de comunidades indígenas e políticos de diversos partidos.

 

O fato é que, nas ruas, uma profusão de pessoas com cartazes, faixas, camisetas e pinturas nos seus próprios corpos denunciavam as injustiças e as corrupções do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL). Apesar de se ver pessoas vestidas com roupas de todas as cores, o vermelho, que simboliza as cores do Partido dos Trabalhadores (PT), é o que predominou em todas as 314 manifestações.

 

Enquanto realizavam a passeata, os manifestantes também faziam seus protestos nas redes digitais. Uma abundância de todos, vídeos, áudios dominaram as redes digitais. Tanto nos cartazes e camisetas, como nas redes, os manifestantes denunciaram as reformas constitucionais, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, da reforma administrativa, que está a ponto de ser votada no Plenário da Câmara, esperando apenas uma contagem de votos favorável para entrar na pauta.

 

As lideranças sindicais têm denunciado, insistentemente, essa reforma administrativa do governo Bolsonaro: “Nada é tão ruim que não possa piorar”, avisam eles quando mencionam a PEC 32/20″. Também usaram cartazes, faixas e a redes sociais para lembrar que, nesses mil dias, o governo Bolsonaro conseguiu recolocar o Brasil entre as nações mais atrasadas do mundo, desindustrializada, transformada em mero exportador de grãos, como era no Brasil colônia.

 

Observaram, também, que, nesses mil dias, Bolsonaro recolocou o Brasil no Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) que o governo petista havia tirado. Pesquisas do próprio governo mostram que a fome atinge um em cada quatro brasileiros. Denunciram a carestia com a inflação em mais de 10%, situação que há mais de três décadas não existia no Brasil.

 

Lembraram dos números alarmantes das mortes por covid-19, do maior escândalo de corrupção na compra de vacinas que o País já viu em sua história. Mostraram banners com os números do desemprego que atinge mais de 15 milhões de pessoas e do desalento que afeta mais de 6 milhões de brasileiros, ou seja, pessoas que não conseguiram emprego e desistiram de procurar.

 

Nas faixas, o registro da falta de direitos a 76 milhões de trabalhadoras e trabalhadoras por causa da reforma trabalhista do governo Michel Temer (MDB); o negacionismo para favorecer o “negocionismo” com dinheiro público no combate à covid-19, o que matou mais de 600 mil; a falta de ações concretas para evitar as queimadas na Amazônia e no Pantanal; os aumentos nas tarifas de energia e nos combustíveis; os ataques à democracia.

 

“Motivo é o que não falta para exigirmos o impeachment de Bolsonaro. Só a educação perdeu, no governo dele, mais de R$ 1 bilhão e 200 milhões de recursos financeiros públicos. Em menos de 2 anos de mandato, Bolsonaro conseguiu pôr 19 milhões de brasileiros na miséria e 15 milhões no desemprego. Isso é a política neoliberal, um modelo de economia excludente, criado para enriquecer empresários muito ricos, banqueiros e rentistas. E vai piorar se o Congresso Nacional aprovar a PEC 32/202, da reforma administrativa, porque além de pagar os impostos, o brasileiro terá de pagar pelos serviços que hoje são públicos e gratuitos”, disse Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.

 

Os protestos, segundo o site da CUT Brasil, deram um ultimato ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) para que paute um dos mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro, o povo foi às ruas dizer que não aguenta mais o desemprego, a fome, os altos preços de combustíveis e alimentos e protestar contra o negacionismo do presidente, responsável pela morte de mais 600 mil pessoas por Codiv-19. Teve protestos também contra a privatização dos Correios e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, em vários atos realizados no país.

 

Em São Paulo, com a Avenida Paulista lotada, o presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, avisou que os atos deste sábado anunciaram uma nova agenda de manifestações contra o governo Bolsoanro. O próximo será no dia 15 de novembro. Os atos, no entanto, ocorreram em mais de 300 cidades no Brasil e fora dele.

 

 

Confira as imagens de todo o Brasil e do exterior

 

 

 

Fotos de Marcos/Rio Branco/Acre

 

Fotos do Instagram do PT Brasil

 

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