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Proposta acaba com fogos de artifício com barulho no Brasil

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Projeto visa proteger autistas, animais, crianças, idosos e doentes

 

Para evitar o sofrimento de pessoas com autismo, danos auditivos em animais, crises de ansiedade e sobressaltos em pessoas adoentadas e, ainda, reduzir os acidentes, o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) apresentou um projeto de lei que veda, em todo o Brasil, a fabricação, venda e utilização de fogos de artifícios e artefatos pirotécnicos que produzam ruídos e estampidos. O projeto está na Càmara e Bohn Gass já pediu à Mesa da Câmara que inclua a matéria na Ordem do Dia, antes dos festejos de final de ano.

 

“Estes fogos causam enormes danos. Em pessoas autistas, podem gerar crises graves de ansiedade. Em animais, podem levar à perda de audição. Crianças ficam assustadas. Idosos sofrem. Pacientes hospitalizados ficam sobressaltados. Aves podem ser abatidas e pessoas que manuseiam esses fogos podem sofrer graves acidentes”, argumenta Bohn Gass.

 

Entidades que atendem autistas apoiam o projeto porque o barulho dos fogos pode gerar ocorrências dolorosas e assustadoras. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria – o DSM 5, informa que autistas apresentam hiper ou hiporreatividade aos estímulos sensoriais do ambiente. “Isso deixa muitos pais perdidos sobre o que fazer a respeito para ajudar seus filhos, especialmente neste período de festas em que os fogos são muito usados”, detalha Bohn Gass.

 

Profissionais de saúde consultados pelo deputado foram unânimes em afirmar que os fogos geram sobressaltos e podem agravar o estado clínico de pacientes internados. “E há o risco inerente de acidentes com quem manuseia esses fogos. Basta ir a um pronto socorro nas noites de festas e verificar a quantidade de pessoas acidentadas com essa prática”, acrescenta Bohn Gass.

 

ANIMAIS – Protetores de animais há tempos defendem esta proibição. Cães, por exemplo, possuem a audição quatro vezes mais potente que os humanos e ficam desorientados com os estampidos. “Veterinários me dizem que alguns podem até desenvolver fobias e entrar em pânico, sendo comum ocorrerem fugas e atropelamentos”, relata Bohn Gass.

 

No Rio Grande do Sul e em outros estados, já há a proibição, mas em boa parte do território nacional não há regulamentação sobre o uso desses fogos. “A ideia é uniformizar a proibição e acabar, de vez, com esta prática que só causa sofrimento”, finaliza Bohn Gass.

 

 

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