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Projeto de Lei que potencializa Visibilidade Trans é rejeitado na Câmara de Aracajú sem justificativa da oposição

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Dia após dia os brasileiros se deparam com noticiários de violência contra LGTQIA+, isto porque nós somos o país que mais mata pessoas da sigla de acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Como forma de potencializar a representatividade, a vereadora Linda Brasil (Psol) teve seu Projeto de Lei que instituía a semana de visibilidade trans dentro do calendário oficial de eventos da cidade de Aracaju reprovado na Câmara Municipal de Aracaju sem qualquer justificativa dos seus opositores.

 

 

A representatividade é importante para a comunidade LGBTQIA+ porque dá voz à comunidade, sendo que a ausência de uma imagem de referência nos mais diversos espaços é uma forma de tirar essa voz. Em todo Brasil, no ano passado 175 pessoas trans foram mortas. Só nos quatro primeiros meses, deste ano, chegamos a triste marca de 56 assassinatos – sendo 54 mulheres trans/Travestis e 2 homens trans/Transmasculinos, de acordo com relatório da Antra.

 

 

Diante da luta para evitar estas violências, a Vereadora Linda Brasil, que foi a mais votada na capital sergipana, propôs que dentro do calendário de eventos da cidade, a Semana de Visibilidade Trans passasse a constar oficialmente no município. De acordo ela, é um projeto que, por si só, já ajuda na desconstrução de preconceitos e estimula o poder público a realizar debates e promover ações que defendem a vida desta população.

 

 

“Lamento o que houve aqui na Câmara Municipal de Aracaju, percebo como a transfobia ainda está enraizada nas pessoas. E na não aprovação deste projeto, notei uma ação orquestrada, fruto do fundamentalismo religioso e reacionário, um Projeto que iria modificar positivamente a sociedade, colocando no calendário da cidade uma data importante. Isso só mostra o quanto essa ainda é forte e temos pessoas que se colocam consciente ou inconscientemente alinhadas ou reféns do discurso de ódio à nós”, denunciou.

 

 

O professor e historiador Jefferson Lima (PT) também repudiou a transfobia da maioria dos vereadores da Câmara diante do mês do Orgulho LGBT. “Um projeto simples, mas simbólico sobre a luta por dignidade e direitos das pessoas trans. É muito importante a inclusão da Semana da Visibilidade Trans no calendário da cidade, essa atitude demonstra a Transfobia que cala a democracia e a diversidade da casa do povo”, repudiou Jefferson.

 

 

A rejeição do PL que garantiria o Dia da Visibilidade Trans que contou com 8 votos contra, 7 a favor e 2 abstenções, coroa um longo trajeto de desumanização por qual passam as pessoas trans e travestis do país. Onde mesmo eleitas, com a força dos movimentos sociais e de pessoas comprometidas com as transformações sociais, como Linda Brasil (Psol), Benny Brioly (PSOL), Érika Hilton (PSOL), Carol Iara (PSOL), e outras, que desafiam a lógica de poder de um sistema patriarcal e sofrem cotidianamente no seu fazer legislativo, esta violência estrutural e institucionalizada.

 

 

Com a colaboração do professor e historiador Jefferson Lima, integrante do PT.

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Um comentário

  1. O homofobismo(?) é um preconceito estrutural. Assim o inclui na minha lista preconceitual de reivindicar de sê-lo. Assim me denuncio para combater de forma vigorosa:
    – sou racista, machista, neoliberal e homofóbico. Esses sentimentos que rebaixa a humanidade. E um sentimento e prática vergonhosa e criminal.

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