Última pessoa a ocupar o cargo foi a enfermeira Francieli Fantinato, que pediu demissão em 7 de julho

 

 

Em reportagem publicada neste sábado (7/8), o site Metrópoles, de Brasília, denunciou que o Programa Nacional de Imunização (PNI)vinculado ao Ministério da Saúde, completa um mês sem coordenador. Confira a reportagem a seguir:

 

 

A última pessoa a ocupar o cargo foi a enfermeira Francieli Fantinato. No entanto, ela pediu demissão em 7 de julho, depois que virou alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal.

 

 

De lá para cá, o programa segue sem uma liderança oficialmente nomeada. O PNI é ligado ao Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, e é responsável por definir os calendários nacionais de vacinação considerando a situação epidemiológica, com orientações específicas para crianças, adultos, gestantes, idosos e povos indígenas.

 

 

Especialistas avaliam que ter um nome à frente do cargo é imprescindível para que o PNI siga fortalecido, e que questões políticas dificultaram a condução do programa na pandemia. Além disso, a falta de um coordenador pode atrapalhar o andamento de campanhas de imunização contra outras doenças além da Covid, analisam profissionais ouvidos pelo Metrópoles.

 

 

Em conversa com jornalistas na última quinta-feira (5/8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu que a falta de um coordenador para o PNI não tem impacto negativo na campanha de vacinação no país.

 

 

“Continuamos trabalhando normalmente. A doutora Rosana, que é a secretária da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid, [tem trabalhado] junto com a Secretaria de Vigilância em Saúde e os demais secretários. E eu mesmo, quando é necessário, eu intervenho. O resultado tá aí, não precisa nem falar. Não é uma coordenadora A, B ou C que vai fazer o processo andar mais ou menos”, afirmou.

 

 

Queiroga chegou a considerar para o cargo a doutora Ana Karolina Barreto Berselli Marinho, especialista em alergias e imunopatologia e mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No entanto, o ministro disse que a profissional não foi cedida pelo estado ao governo federal. Portanto, o PNI segue sem coordenador há 30 dias.

 

 

Assinatura de documentos

 

 

Após a exoneração de Francieli, a assinatura dos documentos emitidos pelo PNI ficou sob responsabilidade de outros gestores da pasta, como apontou Queiroga. Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que a última pauta de distribuição de vacinas contra a Covid-19 (28ª pauta) assinada por Francieli é datada do dia 2 de julho.

 

 

Do Metrópoles